19
Jun
09

Ser normal é ser diferente

Uma história incomum, um final feliz. Casal deficiente rompe barreira da inclusão social e dá primeiros passos para acabar de vez com o preconceito

 Maria Gabriela Andrade Demate tem 28 anos. Já teve vários namorados, mas o eleito para compartilhar a vida foi Fábio. Com ele, teve uma filha em março do ano passado e quando Valentina completou um ano, há três meses, os pais subiram ao altar para oficializar a união de três anos. Era um sonho para Gabriela que não via a hora de usar o vestido branco e jogar o buquê para as amigas solteironas.

Se adaptando à vida de casada, Gabriela divide o tempo entre cuidar do marido, estudar e ajudar a mãe Laurinda, a cuidar de Valentina. De manhã cuida da casa, faz almoço, sempre com a supervisão do marido exigente para comida, meio dia leva a filha na escola e passa resto do dia passeando ou em casa. No final da tarde pega Valentina e deixá-a com a avó para ir à escola onde cursa o ensino fundamental.

Gabriela tem síndrome de Down e uma rotina normal, como qualquer outra pessoa.

Os mais longos dias da minha vida

Quando soube que sua filha, com 27 anos na época estava grávida, Laurinda Andrade não conseguiu dormir por algumas noites. Nunca tinha ouvido falar de uma mulher Síndrome de Down que tivesse engravidado e o fato de não ter feito um acompanhamento pré-natal, triplicaram as preocupações. “Foram os mais longos dias da minha vida”, diz Laurinda. Após alguns meses de exames e visitas a diversos médicos especialistas, Gabriela deu a luz a Valentina no dia 19 de março de 2008, por volta das 19h. O parto foi cesárea e a bebê não herdou a síndrome da mãe, nem as características mentais do pai, uma vez que a deficiência dele não teria origem genética. “A probabilidade de uma mulher Down gerar um filho com a síndrome é de 50%, mas nesse caso fomos muito abençoados e Valentina nasceu sem nenhuma deficiência física ou mental”, conta a avó Laurinda.

A história correu o Brasil e ganhou status nacional. Gabriela é um caso raro, faz parte de um pequeno grupo de aproximadamente 50 mulheres com síndrome de Down que tiveram filhos, a maioria vítima de abuso sexual. “A Gabriela começou a namorar o Fábio e não teve quem os segurasse. Foi um relacionamento que aconteceu muito rápido e quando percebemos, ela já estava praticamente morando com ele na casa da mãe”, explica Laurinda. Fábio Marchete de Moraes tem a mesma idade que Gabriela e é deficiente intelectual desde os primeiros meses de vida. O casal se conheceu na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Socorro, cidade do interior de São Paulo, a 102 quilômetros de Campinas. “Logo que começamos a namorar eu tive que brigar com um ex-namorado dela que não saia de cima. Aí ela escolheu ficar comigo”, conta Fábio todo orgulhoso ao declarar que teve que lutar com unhas e dentes pelo amor da atual esposa.

Um final de contos de fada

Gabriela tinha o sonho de oficializar a união em um casamento tradicional, com direito a vestido de noiva, buquê, marcha nupcial e festa. E foi exatamente no dia que a filha completou um ano que o sonho foi concretizado na Igreja Matriz de Socorro. Gabriela, como qualquer noiva, passou o dia nervosa. Fábio um pouco mais tranquilo, subiu ao altar e esperou paciente o atraso de dez minutos da noiva. Depois da cerimônia religiosa que teve mais de cem convidados, os jovens recém-casados receberam os amigos numa festa de arromba que celebrava o casamento e o primeiro aniversário da filha.

“Foi um dia inesquecível, saiu tudo perfeito, do jeito que eu queria”, relembra Gabriela. “Passei o dia no salão de beleza para me arrumar e a noite estava no meu casamento com todos os meus amigos por perto. A Valentina levou as alianças no colo da minha mãe e foi muito bonito”. A oficialização do casamento era um sonho de Gabriela que costumava passar as tardes de sábado na Praça Matriz observando as noivas que saiam da igreja. Na tarde do dia 19 de março de 2009, o casal deu um passo essencial para concluir uma história de amor. “Foi um novo começo para os dois que têm agora a missão de concluir um final feliz para uma história que tinha tudo para não dar certo, mas provou que o amor não vê barreiras para acontecer, ele simplesmente acontece”, disse a mãe da noiva.

Casamento

19
Jun
09

Um salto na escuridão

Perfil jornalístico sobre uma esquizofrênica

Há quatro anos, Edna se levantava pela manhã, bem cedinho, e preparava o café para toda família antes de sair para o trabalho. Ajudava o filho adolescente a se preparar, pois sempre se levantava atrasado para a aula, dava os remédios à mãe de 73 anos, esperava o marido esquentar o carro a álcool na garagem e depois saiam todos juntos. A mãe ficava na casa de outra filha, o filho na E.E. Prof. Celso Henrique Tozzi e ela e o marido iam para o trabalho. Exerciam na Flextronics a mesma função: técnicos de qualidade, com a tarefa de testar laptops e atestar o bom funcionamento dos aparelhos.

Num dia normal, como outro qualquer, Edna chegou do trabalho por volta das 19h. Preparou o jantar e lavou a louça com ajuda do marido. Depois de mais um episódio da trama amorosa entre Sol e Tião da novela América, se rendeu ao cansaço e foi dormir.

Quando fala desse dia, Edna pode contar detalhes pormenores sobre o que fez, mas não consegue encontrar uma fagulha de lembrança que lhe dê indícios sobre o que estava para sofrer. Foi apenas mais um dia comum, uma rotina seguida sem alterações, sem contratempos. E foi pela manhã que começou o pesadelo. Ao abrir os olhos não reconheceu o quarto e nem sabia quem era. Fechou os olhos apertados com as mãos no rosto e permaneceu imóvel por quase cinco minutos. Na mente, uma sensação de desordem, como se nada estivesse em seu lugar. Quando abriu os olhos pela segunda vez sabia que estava em casa, mas sentiu que alguma coisa não estava se encaixando. Tinha alguma coisa errada. Antes de ir para a cozinha preparar o café, foi para o escritório, ligou o computador e entrou em pânico. Não sabia nem ao menos iniciar o Windows, uma tarefa costumeira para quem trabalhava todos os dias com computadores. Voltou para o quarto onde o marido ainda dormia e o chacoalhou na cama.

- Não vou trabalhar hoje.

- Por quê?

- Não estou me sentindo bem.

- Está com alguma dor?

- Não.

- Então o que é?

- Não sei. Tem alguma coisa errada comigo.

Levantou-se, ainda vestida com a camisola de dormir, e foi para a cozinha preparar o café, mas ao invés disso, sentou à mesa e chorou.

 EQUOTERAPIA

Montada na égua branca de crina longa, Edna se sente como uma criança nos braços da mãe, segura. É como se o animal pudesse protegê-la de todas as vozes que a perturbam, de todos os fantasmas que a assombram. Uma vez por semana, durante alguns breves minutos, não existe mais nada no mundo a não ser uma égua branca e sua montaria. E nesses momentos de tranqüilidade, tão preciosos, são invejados por todos os outros momentos de turbulência que presencia. E para fugir de tanta confusão, Edna escreve.

E com palavras que não saem de sua boca e sim da ponta de seus dedos, consegue traduzir conflitos internos que não têm explicação, nem para ela. Mas as palavras elucidam o que não a mente não consegue compreender e no papel branco, as letras escuras ordenadas e alinhadas parecem ter sentido.

Numa tarde quente e nublada, clima pré-chuva de verão, o haras está atipicamente silencioso. Nininha está com outro paciente. Edna tem que esperar sua vez. Impaciente pede um papel e uma caneta à orientadora e senta-se sob um velho ipê que sombreia o pátio de espera. Ali, recostada num ramo de raiz, ela começa a escrever, quase sem parar, quase sem pensar. Deixa as mãos guiaram o rumo da caneta sobre a folha amassada de um caderno sujo, com impressão de que foi jogado no lixo e reutilizado.

Edna não pensa em conexão, nem em concordâncias gramaticais, verbais ou o que quer que se já. Ela quer explodir o que se acumula em seu peito, o que toma espaço em sua mente e para isso, deixa a razão de lado. Naquele momento, Edna é um sentimento que anseia pela liberdade, assim como uma terra árida, castigada pela seca, anseia a temporada de chuvas. E é assim, do nada, sem pedir licença para chegar, que a inspiração de Edna aflora de suas mãos.

 

À Nininha

Branca, forte e imponente.

A égua que monto, gosto do seu jeitinho.

Abraçada ao seu pescoço

Engole meus medos

Trouxe-me a esperança de dias melhores

Dias, horas, minutos, sem os terríveis delírios.

Traz-me a doce ilusão de ser normal e não especial

Seu caminhar leve e tranquilo me embala e me suporta

Mostrou que meu amor se expande

Traz-me histórias para contar e compartilhar

De como podemos ser felizes, com limitações

Sinto sua falta nos outros dias da semana

Gostaria de vê-la sempre, para que meus dias fossem mais leves.

Será que você é mesmo irracional?

Então porque esse amor incondicional?

Você me traz felicidade com sua delicadeza

Gostaria que coubesse na minha casa pequenina

Para que eu pudesse acariciar todos os momentos da minha vida.

Você me traz o sentido da esperança

Com sua crina leve que balança.

Eu que pensava que só amava os cachorros e gatos, me descubro,

Apaixonada pelos cavalos, por sua existência minha doce Nina.

 DIAGNÓSTICO

Edna foi para o pronto-socorro em estado de surto. A única coisa que se lembra é de ter sentado à mesa para descansar, mas quando o marido entrou na cozinha, encontrou a mulher acuada num dos cantos do cômodo se defendendo com as mãos e pedindo para se afastar. O pedido não era para ele, era para alguma coisa que somente Edna podia ver, e pela direção do olhar da mulher, era alguma coisa baixa.

- Edna?

- Sai daqui.

- Não tem nada aqui, Edna.

- Ele quer me morder, chama alguém para ajudar.

- Não tem nada aqui. Só nós dois.

Edna de repente olhou para cima. Os olhos assustados e nervosos pareciam aliviados por terem notado a presença do marido na cozinha. Contornou a mesa que a separava do marido e andou devagar, sempre observando com o canto dos olhos, o animal que a estava ameaçando.

- Como esse cachorro entrou aqui?

- Não tem cachorro nenhum aqui Edna.

- Ele não pára de rosnar, deve ser bravo.

Assim que a alcançou, o marido a abraçou e disse que ela estava protegida. Levou-a para o quarto ajudou-a a trocar de roupa. Acordou a sogra que ainda dormia e avisou que Edna não estava bem e que ia levá-la para o hospital e sem alongar a conversa saiu com mulher, que parecia pisar em ovos ao caminhar com muito cuidado, desviando de coisas invisíveis.

No pronto-socorro, o médico que a examinou disse que ela estava com depressão e receitou Rivotril, um tranqüilizante de alta potência. Depois de medicada, o marido a levou para casa e a deixou sob os cuidados da sogra para ir trabalhar. Mesmo preocupado, não podia perder um dia de serviço e precisava avisar na empresa que Edna não estava bem.

A mãe estranhou quando Edna dormiu o resto do dia e continuou dormindo por toda a noite. De manhã quando se levantou, a filha ainda dormia. Perguntou para o genro o que estava acontecendo e ao ouvir a explicação teve medo.

- A Edna já teve depressão. Isso não é depressão.

- O médico disse que é. Vamos esperar que ela acorde para ver como vai reagir.

E foi no final da tarde que Edna despertou e ao abrir os olhos, avistou um homem estranho no quarto. Agachado ao lado da cama, o homem lhe dirigiu um olhar de repreensão. Com uma voz firme e rouca gritou com ela.

- Você é burra, mulher.

Sem entender aquilo, perguntou quem ele era, mas ele parecia saber apenas uma frase.

- Você é burra, mulher.

E repetia sem parar. Gritando, cochichando, sussurrando. De repente parou. Se levantou e saiu do quarto. Edna chamou o marido, mas quem entrou no quarto foi a mãe, o marido estava trabalhando.

- Quem era esse homem que estava aqui?

- Que homem filha, não tinha ninguém aqui.

- Ele estava aqui no quarto me xingando.

- Não, não. Estamos só nós duas em casa.

Edna começou a gritar e a chorar e disse que estava louca, que tinha visto um homem, que ele tinha gritado com ela. A mãe sem saber o que fazer, ligou para o genro na empresa e contou o que estava acontecendo. Em menos de 20 minutos, Edna era novamente levada para o pronto-socorro e diagnosticada com surto psicótico.

 INTERNAÇÃO

Naquela tarde os médicos acharam melhor que Edna não voltasse para casa e sugeriram que passasse a noite no hospital. À base de outra dose de tranquilizante, passou mais de 24 anos dormindo e quando acordou estava bem. Não tinha mais nenhum fantasma a aterrorizando quando abriu os olhos e por alguns segundos ficou aliviada. Tomou café da manhã e se levantou para andar um pouco pelo quarto. E foi quando encostou os pés no chão que conseguiu ver. O quarto todo estava tomado por cachorros. Edna teve que ir pulando e se desviando dos animais para chegar à porta e quando alcançou o corredor, mais cachorros. Começou a chorar e se encolheu no chão. Sentiu-se perdida. Estava louca.

Naquela tarde foi encaminhada para um hospital psiquiátrico em Itapira. Como não tinha plano de saúde, foi internada pelo SUS e teve que dividir o quarto com outra mulher. Assim que chegou ao hospital teve um surto e foi levada para a sala de choque. Não se lembra quanto tempo dormiu depois, mas acordou com o corpo dolorido. Parecia que tinha levado uma surra. Sentou-se na cama e sua companheira de quarto a encarava. O homem estranho estava agachado ao seu lado e sorria maleficamente, sussurrando a mesma frase.

- Você é burra mulher.

Ela o ignorou e se levantou. Sem olhar para sua companheira que ainda a encarava, saiu do quarto. Assim que pôs os pés para fora, o silêncio foi rompido por um tornado irreconhecível de vozes desconexas se confundiam entre gritos e murmúrios. Não conseguiu mais distinguir o que era real e o que não era. À sua frente, dezenas de borboletas coloridas giravam sem controle ao redor de algum foco invisível. Atrapalhavam seu caminhar. Com as mãos, afastava os insetos teimavam em bater em eu rosto.

Foi para fora do prédio. Um enorme jardim se estendia ao longo do terreno. Alguns bancos de madeira pintados com tinta branca estavam vazios. À sua direita uma piscina olímpica de águas azuis refletia o sol em seu rosto. Edna caminhou até ela. Não teve vergonha de caminhar entre outros pacientes, vestida apenas com o avental verde da instituição. As vozes pediam para que ela continuasse. O homem estranho que agora caminhava ao seu lado repetia a mesma frase incessantemente.

- Você é louca, mulher.

- Você é louca, mulher.

- Você é louca, mulher.

- Você é louca, mulher.

Naquele momento, confusa com o que acontecia à sua volta, Edna não sabia distinguir o que era e o que não era real. Contornou a piscina e chegou a lateral que tinha escada. Passo a passo foi descendo e deixando a água abraçar seu corpo. Quando não conseguiu alcançar o ar para alimentar seu pulmão, sentiu o silêncio dominar sua mente. Em frações de segundos, as borboletas se dissolveram, o homem estranho desapareceu, as vozes calaram-se. Edna sentiu livre. Estava pronta para abandonar aquela vida que aprisionara-a numa realidade que não conhecia. Uma realidade ilusória. Edna havia se cansado daquela vida. Estava pronta para desistir.

Segundos depois estava sendo carregada por mãos apressadas que não conhecia. Reconheceu a sala branca de luz forte que havia estado antes, sabia que ia passar por mais uma sessão de choque. Não viu mais nada.

 ACEITAÇÃO

Edna Doiche é esquizofrênica. Hoje não tem dificuldade para falar sobre isso, mas ainda sente vergonha em declarar que ouve vozes, que vê coisas que não existem. Fala de si mesma como louca. Sabe que nunca voltará a ser normal de novo.

- Já fui atrás do deus do Espiritismo, das Testemunhas de Jeová, da Universal do Reino de Deus, da Igreja Católica. Esgotei minha fé em deuses que não me curaram. Hoje minha fé limita-se a aceitar que os medicamentos que tomo podem me ajudar a ser uma pessoa normal, mas sei que a esquizofrenia é uma doença que levarei para o túmulo. Têm dias que estou bem, têm dias que tenho crises. É como aprender a conviver com qualquer outra doença, a diferença está em seus efeitos colaterais. Com a ajuda da minha família e o apoio do meu marido e do meu filho que estiveram sempre ao meu lado, eu tenho certeza que vou conseguir seguir a vida.

02
Jun
09

Bucéfalo

Certa feita, Rui Barbosa, o grande pensador brasileiro, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe: “Óh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.” E o ladrão, confuso, retrucou: “Doutor, eu levo ou deixo os patos?”Duck

25
Mai
09

Coragem…

 “No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultados da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia”.

Goethe

30
Abr
09

Paradoxo do nosso tempo

Recebi esse texto por e-mail e achei muito bom! Vale a pena perder uns minutinhos, não apenas para ler, mas refletir sobre o assunto!

“Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais.
Perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais,
num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor quando vêm lá de dentro.
Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos,
a pessoa que lhe ama, e, aquelas que estão sempre ao seu lado.”

16
Abr
09

Ah, os universitários…

PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG
Onde vamos parar?
Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever
na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: “A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?”

A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

“A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação”. (Deus!)

“A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação”. (Fantástica!)

“A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não…” (Ah bom, uma frase sobrenatural)

“A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista”. (Sem comentários )

“A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças”. (Como é que pode ?)

“Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro”. (Esta é imbatível)

“A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral”. (É praticamente uma tortura!)

“A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção”. (Tudo a ver)

“A TV é o oxigênio que forma nossas idéias”. (Sem ela este indivíduo não pode viver)

“…por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens”. (Nunca tentei dirigir uma TV)

“A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias”. (Esse é humorista, além de tudo)

” E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso”. (Me explica isso?)

“A televisão leva fatos a trilhares de pessoas”. (É muita gente isso, hein?)

“A TV acomoda aos tele inspectadores”. (Socorro!!!)

” A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas”. (Vixe!)

“A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar”. (Puta que pariu, onde essa criatura arrumou esta faca???)

13
Mar
09

CRUELDADE

Veterinário responsável por Zôo-Bosque de Pedreira mata pequeno sagui à machadadas

 

Na tarde do dia dez de novembro de 2008, o veterinário responsável pelo Zôo-Bosque Municipal de Pedreira foi chamado para atender um pequeno sagui que vivia solto na mata e estava ferido. Orlando Scharlack Filho examinou o animal que havia sido atacado por um lagarto e estava com uma das patas quebradas e sem ao menos propor algum cuidado ou procurar uma solução prática para cuidar da fratura, em minutos decidiu que o destino do pequeno macaco seria uma morte lenta e dolorosa. Chamou um funcionário do local para segurar o animal e com um machadinho simples de cozinha começou a golpear a cabecinha do sagui que agitado, teve vários cortes pelo corpo antes que a quinta e última tentativa finalmente fosse fatal. Termina aí uma história que poderia ter tido um final diferente se o veterinário em questão, que antes de mais nada teria a obrigação profissional e moral de cuidar e proteger um animal, não preferisse matar para diminuir o trabalho. Mas também começa aqui um novo capítulo que traz à tona outros atos de crueldade que o veterinário vem cometendo no Zôo que podem culminar, junto com a denúncia do assassinato do sagui, numa punição ou até mesmo na perda do registro profissional de Scharlack.

O caso aconteceu quando o administrador do Zôo-Bosque Adauto Cavalcanti de Albuquerque estava viajando e teve conhecimento do ocorrido no dia seguinte aos acontecimentos, quando voltou da viagem. “Assim que pus os pés aqui no bosque os funcionários já vieram me contar o que tinha acontecido. Os estagiários estavam revoltados e eu fui conversar com ele para saber sua versão. Quando Scharlack me disse que não tinha tido outra alternativa eu pedi que ele redigisse um laudo para que eu pudesse encaminhar aos órgãos competentes para julgar sua decisão de decapitar o sagui”, explicou Adauto. O administrador também procurou o promotor público da cidade para saber se poderia ser aberto um processo jurídico contra o veterinário, mas foi aconselhado a encaminhar um relatório para o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) que teria competência para julgar o profissional e sua decisão.

O relatório foi escrito e encaminhado para também para o departamento jurídico da prefeitura, que não nos permitiu acesso ao documento, mas afirmou que aguarda um parecer do CRMV-SP para poder instaurar uma sindicância sobre o caso e tomar providências. “Não podemos liberar o documento para você, pois o caso ainda não foi concluído e como profissionais de outra área, não temos a capacidade de julgar as decisões tomadas pelo veterinário, portanto estamos aguardando a decisão do CRMV-SP”, disse Silvio Bernardin, advogado da prefeitura de Pedreira. O secretário municipal de meio ambiente, José Vitor Miranda não quis se pronunciar a respeito do caso e disse, assim como Bernardin, que aguarda a decisão do órgão competente.

Na tarde da última quinta-feira, 12, enquanto ainda me encontrava nas dependências do Zôo-Bosque atrás de mais informações, um funcionário do CRMV-SP fez uma visita surpresa no local e em conversa com o administrador, sem concluir as investigações deu seu parecer off-record de que a atitude tomada por Scharlack no tratamento do sagui foi incontestavelmente lamentável e incorreta. Adauto acredita que até o final do mês esse laudo seja concluído. “O que tínhamos para fazer já fizemos, agora precisamos esperar que o CRMV-SP conclua as investigações e tome as medidas necessárias para punir o veterinário que agindo assim, comprova que não tem condições nenhuma de continuar tratando dos animais aqui do Zôo-Bosque”, conclui o administrador.

Quando procurado pela reportagem para expor sua versão dos fatos, Scharlack de modo rude comunicou que só responderia as perguntas se fosse passado para ele por escrito, mas acrescentou que se manifestaria em 15, 30, 60 dias ou quando quisesse, pois sua versão seria dada em juízo e não para a imprensa.

 

DENÚNCIA

Hoje o Zôo-Bosque tem três estagiários de medicina veterinária contratados e durante a tarde que passei no local para apurar os fatos, pude ouvir diversos relatos chocantes sobre o tratamento que Scharlack dá aos animais. “Ele matou uma anta que estava com uma inflamação na boca. Pegou uma injeção e aplicou direto na ferida. O animal caiu duro na hora”, contou o estagiário Luis Marcelo Ricieri Pierini que trabalha há um ano e seis meses no bosque. “Ele não sabe dosar um medicamento. Vai no ‘olhômetro’ e acaba matando animais por extra-dosagem”, acrescentou Pierini. Todos os dias os estagiários são obrigados a ouvir xingamentos por parte do veterinário e contam que são chamados de “boçais” e outros adjetivos por qualquer coisa. “Ele não sabe nem como tratar ‘gente’ como é que pode ter competência para tratar com amor os animais”, disse João Paulo de Albuquerque, outro estagiário do local que conta ainda que enquanto Scharlack está no bosque entre 13h e 16h, nem no ambulatório eles têm permissão de entrar e se algum animal precisar de cuidados, eles são obrigados a esperar até o final do expediente para ter acesso aos medicamentos. “Nós já tivemos que esconder animais doentes dele porque para ele a eutanásia é ainda o melhor remédio. Temos um macaco bugio que estava com hepatopatia devido à idade e alguns tumores que o deixaram doente. Sem titubear ele já queria cortar a cabeça do animal e por um bom tempo tivemos que escondê-lo para que Scharlack não o matasse. Nós tratamos dele e hoje ele está muito bem, ainda tem alguns anos de vida”, contou Albuquerque.

“Outro dia estava aqui no pátio tratando de alguns pássaros quando apareceu uma tartaruga na beira do córrego. Como Scharlack estava próximo dela, eu o avisei que ela poderia cair e pedi para que a retirasse de lá. Ele deu dois passos até ela e com um ‘bicudo’ chutou a tartaruga na minha direção”, contou Albuquerque que relata ainda a denúncia que o veterinário fez a Policia Ambiental, alegando que eram ilegais as obras para construção do Setor Extra, área exigida pelo IBAMA para manutenção de animais que estão em tratamento, pois o local escolhido era de mata protegida e ficava em cima de uma nascente. “Estamos com as obras paradas por causa dele. Não dá para explicar o que tanto lhe incomoda a prosperidade do bosque. A área do Setor Extra não vai danificar nenhuma mata protegida e não fica em cima de nenhuma nascente”, explica o estagiário. Enquanto isso, os animais ficam presos em um setor provisório e insalubre sem garantir 100% de qualidade no tratamento de dezenas de animais que estão sem recintos ou em tratamento. “Sem contar o estado de descaso que se encontra um dos locais mais bonitos da cidade de Pedreira”, acrescenta Carlos Eduardo Ferro Junior, também estagiário de medicina veterinária do Zôo-Bosque.

 

foto-1-sagui2

Sagui decapitado por veterinário era igual a esse e pesava apenas 350gr

07
Mar
09

Say

All I NEED is the air I breathe

 

                        And a place to REST my head…

 

05
Mar
09

Poema Quântico

Sou um terrível assassino,
um suicida, uma besta quadrada,
um insensato elevado ao infinito,
um demônio, um anjo divino,
um imbecil qualquer,
um gênio, um macaco,
milhões de átomos, um ser,
um planeta, uma galáxia,
o finito ou o infinito,
a verdade ou a mentira,
um verso tonto, ingênuo  ou a Poesia!
Tudo é função do estado mais provável
de ser no tempo, com todas as incertezas das palavras!

 

Fernando Pessoa

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03
Mar
09

Duas histórias, dois destinos

Julgamos a nós mesmos pelo que nós somos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam pelo que já fizemos…

1ª História


Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado.
O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao
atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse
oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade.
O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um
dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.
Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o
atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer.
O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para
o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter
sido salvo, se tivesse recebido atendimento.

2ª História


Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num
trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente.
Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma
tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista.
Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim… Vai ver que está com um problema
sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa.
Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho.
Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe.
Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele Senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS…

- Esteja sempre alerta para ajudar o próximo,
independentemente de sua aparência ou condição financeira;
- Procure ver as pessoas além das aparências;
- Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa
a agir de determinada forma.

FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM…

‘Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir entre elas…’

26
Fev
09

Me

Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
O que é este intervalo que há entre mim e mim?

Fernando Pessoa

——————————————-

girl

25
Fev
09

Answer

Sempre fui nostálgica, do tipo que perde horas e horas pensando no passado, relembrando momentos bons e ruins que já vivi. Mas ontem aconteceu uma coisa diferente. Ao me deitar para dormir tarde da noite, resolvi ouvir alguma música para apressar o sono. Fone no ouvido, selecionei random na lista que nem sabia mais o que tinha e de repente sinto meu coração disparar! Uma música não apenas me fez relembrar um momento da minha vida, como me fez sentir. Era como se alguma coisa  despertasse dentro de mim e me fizesse voltar no tempo para relembrar o que senti naquela época.

Foi estranho. Foi confuso. Foi revelador. Sentimentos que eu nem me lembrava mais que havia sentido. Um frio no estômago, calafrio e dúvida. Reviver aquele sentimento me fez perceber que na verdade não estavam apagados, estavam apenas esquecidos e que a qualquer momento poderiam voltar, como aconteceu.

Foi mais que um “deja vu” que apenas nos remete a simples lembrança de que já passamos por aquilo em algum momento. Foi uma volta ao passado… Me vi deitada na minha antiga cama, com o fone no ouvido, celular na mão, lendo e relendo velhos torpedos. Voltei a sentir, num flash, a emoção de estar apaixonada, sentimento que só me aconteceu uma vez na vida e foi exatamente o que eu percebi, que eu estava deixando pessoas passarem por mim sem que significassem alguma coisa, mesmo que uma saudosa dor, como foi o caso dessa paixão que eu perdi e até hoje não sei o porquê.

Paixões vem e vão sem explicação. Não precisa mais que um sorriso, mais que uma frase no momento certo. Não precisa de um cenário romântico e nem de uma trilha sonora melosa para fazer com que nossos corações disparem no momento em que aquela pessoa se vira para você e seus olhares se cruzam. Não precisa que sejam pessoas insuportavelmente perfeitas que nos façam lembrar contos de fadas de nossa infância, onde as histórias de amor eram entre príncipes cavalheiros e belas princesas. Para uma paixão acontecer só é preciso estar com o coração aberto e disposto a arriscar mais uma vez.

amor

Para mim aquele sentimento me fez sentir saudade de uma importante fase da minha vida, que mesmo por pouco tempo, me fez sentir o que eu não sinto a muito tempo. Foi quando me apaixonei, quando pude sentir que uma pessoa realmente gostava e se importava comigo, fiz planos e no dia seguinte mudei de idéia, acordei no meio da noite com ligações inesperadas e perfeitas, me senti completa. Tínhamos mais que um ao outro e muitas vezes não era preciso mais que um aceno discreto no meio da noite, eu em minha janela e ele na rua. Foi uma paixão inocente, incontrolável, indescritível. Mas também foi a época que conheci a desilusão quando perdi a pessoa que mais importava para mim na época e a dor era tanta, que chegava a ser física. E foi essa dor que senti ontem. Uma dor vazia, seca, sem razão, pois não tinha feridas, apenas a cicatriz que marca com uma tênue linha uma parte do meu coração.

E eu tive uma resposta. Não a que eu queria, mas a que eu precisava… Talvez não fosse importante a paixão, mas o significado que ela trouxe para mim hoje. Na época eu não percebi, mas hoje eu posso entender que têm coisas que simplesmente acontecem e não têm explicação. Nem tudo na vida precisa de resposta. Têm coisas que precisamos deixar acontecer sem nos importarmos em questionar o porquê, pois a vida não teria graça se tudo fosse respondido. E é aí que está a emoção de viver, de saber que você viveu o suficiente para ter recordações, sejam elas boas ou não, mesmo com a fria certeza de que ainda não sabe nada da vida… e nem de si mesmo!

As respostas não vêm em bandejas, prontas e decifradas. Elas vêm com o vento, fragmentadas e aos poucos. Ao longo dos dias, dos anos, você vai entendendo sem percerber, a resposta que tanto procurava.

23
Fev
09

Oscar 2009

“Slumdog Millionaire” foi o grande destaque na noite da mais importante premiação do cinema mundial!!!

Um filme que realmente merece todos os aplausos!

Atores Mirins SM

Atores Mirins do grande destaque da premiação

Indicado em 10 categorias, o filme arrematou nada mais que 8 estatuetas, inclusive o de melhor filme, deixando para trás o favorito da noite “O Curioso Caso de Benjamin Button” de David Fincher que ficou com apenas 3 estatuetas.

 Confira as principais premiações do Oscar 2009:

oscar

Melhor Filme: Slumdog Millionaire

Melhor Ator: Sean Penn – Milk

Melhor Atriz: Kate Winslet – The Reader

Melhor Diretor: Danny Boyle – Slumdog Millionaire

Melhor Ator Coadjuvante: Heath Ledger – Batman: The Dark Knight

Melhor Atriz Coadjuvante: Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona

Melhor Fotografia: Slumdog Millionaire

Melhor Longa Animação: Wall-E

Melhor Filme Lingua Estrangeira: Departures (Japão)

Adorei essa premiação! Todos os meus favoritos (Slumdog Millionaire; Kate Winslet; Sean Penn; Wall-E) foram para casa com a estrela da noite!
17
Fev
09

All I want…

You say you want
A diamond on a ring of gold
You say you want
Your story to remain ontold

But all the promises that we made
From the cradle to the grave
When all I want is you…

U2

15
Fev
09

Be my baby!

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The night we met I knew I needed you so

And if I had the chance I’d never let you go

So won’t you say you love me

I’ll make you so proud of me

We’ll make them turn their heads every place we go

I’ll make you happy baby

Just wait and see

For every kiss you give me

I’ll give you three

Oh since the day I saw you

I have been waiting for you

You know I will adore you till eternity

 

So please, be my little baby

Say you’ll be my darling

Be my little baby

My one and only baby…

 

(Travis – Be my baby)

12
Fev
09

To be me

I asked God who I’m supposed to be

and the stars smiled down on me,

God answered in silent reverie

I said a prayer and fell asleep.

 

I had a dream

That I could fly from the highest tree.

I had a dream…

07
Fev
09

L’amour…

“Como acontece um grande amor?
Ninguém sabe…
O que eu posso dizer é que acontece num piscar de olhos.
Uma hora você está se divertindo e um minuto depois

não consegue imaginar como vivia sem aquela pessoa!”

 

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03
Fev
09

Hand in my pocket

Today I just feel the same as this song can describe!

“I feel drunk but I’m sober
I’m young and I’m underpaid
I’m tired but I’m working, yeah
I care but I’m restless
I’m here but I’m really gone
I’m wrong and I’m sorry baby
What it all comes down to
Is that everthing’s gonna be fine fine fine
Cause I’ve got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five…”

Alanis MorissetteHand in My Pocket

31
Jan
09

Damien! Damien!

Perdi o show de Damien Rice ontem em São Paulo por ser uma tonta, uma lerda, uma babaca. Planejando ir ao show desde o começo de dezembro quando fiquei sabendo que o irlandês viria ao Brasil, deixei passar a oportunidade de ver de perto a apresentação desse cantor maravilhoso que me conquistou com sua voz maravilhosa!

Bom, lendo o artigo do G1 sobre a apresentação no Citibank Hall fiquei com muita inveja de quem foi e estou inconformada comigo mesma por não ter ido… Ah, se arrependimento matasse!!! =(

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*Como um desses cantores de estação de metrô, ele se desdobra para atrair a atenção do público, conversa entre uma canção e outra, lança mão de piadas e anedotas sobre suas desilusões amorosas e fala muitos, muitos palavrões. Em uma mesma música, é capaz de ir do clima mais introspectivo à epifania roqueira, como na catártica “I remember”, em que termina agachado no palco, cantando sobre os captadores do violão.

Fácil entender como essa mistura de poeta sensível com menino-problema arranca suspiros da ala feminina dos fãs, que soltava gritinhos do começo ao final do show, mas não é só. O carisma do cantor, que parece carregar no sangue irlandês a tradição oral da trova, mobiliza a todos. Lá pelo final da apresentação, aos primeiros acordes do hit “Volcano”, Rice se divertiu com a insistência do público em cantar junto e provocou: “então venham aqui cantar comigo”. Em questão de 30 segundos, para desespero da segurança da casa de shows, o palco foi literalmente invadido por dezenas de pessoas. Nitidamente surpreso, mas sem perder o controle da situação, o músico dividiu a turma em grupos (incluindo o restante da platéia que permaneceu sentada) e organizou uma espécie de coro em três vozes.

Com o público ganho e devidamente reacomodado em seus assentos, Rice encerrou a primeira parte do show com todos os microfones e caixas de som da casa desligados tocando uma versão 100% acústica de “Cannonball”, outro hit do álbum “O”.


De volta para o bis, desatou a falar sobre a recepção calorosa que teve dos “amigos e talentosos músicos brasileiros” e chamou ao palco… Max de Castro (ufa!) para acompanhá-lo no cover de “Desafinado”, cantado em um português de gringo, mas sem fazer feio. Para alívio final, “The blower’s daughter” veio em seguida, imaculada, exatamente do jeito que ganhou fama na trilha sonora romântica do filme “Closer”, e não em sua famigerada versão abrasileirada.

 

Mas, como se não conseguisse mais ficar só, chamou novamente um casal ao palco para a última música do repertório. Já com o violão de escanteio, abriu as duas garrafas de vinho, compartilhou as taças com os dois fãs, apertou o play em seu iPod e brindou o público com uma interpretação etílica de “Cheers darlin’” (saúde, querida). Músico, ator, comediante, conselheiro amoroso, companheiro de copo, fechou a noite afastando quaisquer dúvidas que ainda poderiam pairar sobre si: Damien Rice está longe de ser só “isso aí”.”

* Fonte G1 – 31/01/09

28
Jan
09

I’m yours

So I won’t hesitate no more, no more
It cannot wait I’m sure
There’s no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I’m yours

[...]

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you’re free
Look into your heart and you’ll find that the sky is yours
Please don’t, please don’t, please don’t
There’s no need to complicate
Cause our time is short
This oh this this is out fate, I’m yours!

Jason Mraz

25
Jan
09

Slumdog Millionaire

Uma palavra para descrever o filme: MARAVILHOSO!

Quando fiquei sabendo que o filme era um dos indicados ao Oscar 2009 na categoria de melhor filme, confesso que torci o nariz. Pensei: Um longa com atores indianos, sotaque carregado e toda a pobreza da Índia retratada em duas horas de filme não deve ser assim tão grande coisa a ponto de ficar entre os cinco indicados pela Academia. Mas, resolvi assistir ao filme, assim como também irei assistir aos outros indicados antes da premiação para ter uma opinião concreta e não apenas pré-concebida levando em conta o diretor, os atores e a história (não que minha opinião também valha alguma coisa, mas gosto de tirar minhas próprias conclusões). E surpreendentemente, o filme me pegou de jeito e me deu um tapa na cara, cheguei a ficar com vergonha de ter tirado conclusões precipitadas.

O filme conta a história de Jamal, um rapaz pobre que participa de um programa de televisão nacional chamado “Quem quer ser milionário” (Who Wants to be Millionaire) e está na corrida para ser o ganhador de 20 milhões de rúpias (moeda indiana) se souber responder a todas as perguntas do show. Durante sua participação, Jamal que não teve nenhuma educação escolar, acerta as respostas ao recordar as histórias que viveu em sua infância e adolescência nas ruas de Mumbai, ao lado de Salim seu irmão mais velho.

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Por trás de toda uma história de vida, conquistada à unhas e dentes nas ruas violentas da Índia, existe uma história de amor moderna que quase imita um conto de fadas. E é por esse amor que Jamal irá arriscar tudo para ter um final feliz, e não me refiro apenas ao jogo. Um filme simples, tocante e simplesmente inesquecível.

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21
Jan
09

Oxygen

[...] How am I supposed to tell you how I feel
I need oxygen
Oh baby if I was your lady
I would make you happy
I’m never gonna leave, never gonna leave…

Oxygen – Colbie Caillat

19
Jan
09

Frase do dia

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes”

 Stephen Kanit

 

 

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18
Jan
09

Se você não se distrai…

Se você não se distrai, o amor não chega,
a sua música não toca, o acaso vira espera e sufoca,
a alegria vira ansiedade,
e quebra o encanto doce de te surpreender de verdade.
Se você não se distrai, a estrela não cai,
o elevador não chega, e as horas não passam…
O dia não nasce, a lua não cresce,
a paixão vira peste, o abraço, armadilha…
Se você não se distrai, não descobre uma nova trilha,
não dá um passeio, não rí de você mesmo,
a vida fica mais dura, o tempo passa doendo,
e qualquer trovão mete medo
se você está sempre temendo a fúria da tempestade…

15
Jan
09

O Império do Sol

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Ontem assisti novamente (não me canso de ver) o filme O Império do Sol, dirigido por Steven Spielberg e protagonizado pelo então garotinho Christian Bale, que desde pequeno já mostrava que não estava brincando de trabalhar em filmes. A interpretação dele como sempre é maravilhosa e ele dá um show em atores como John Malkovich, que trabalha com ele no filme e também está muito bem, não estou desmerecendo sua interpretação, mas eu prefiro o Bale =P …

O filme é de 1987 e foi o primeiro trabalho de Bale que foi escolhido a dedo por Spielberg para interpretar o garotinho inglês apaixonado por aviões. Apesar de se tratar de uma história sobre a 2ª Guerra Mundial, não tem nenhum judeu, nenhum alemão e nenhum herói americano. O filme retrata a história de Jamie que mora com os pais na China quando tropas japonesas invadem o país. Não vou contar mais para não tirar a surpresa de quem ainda não assistiu, mas garanto que é um filme que vale a pena ser visto pois é muito bom, além de ter a presença do maravilhoso Bale, que já vale a pena por si só.

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12
Jan
09

Falling Slowly

[...]Falling slowly, eyes that know me
And I can’t go back
Moods that take me and erase me
And I’ll paint it black…

The Frames

07
Jan
09

Flor da pele

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Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele…
Um barco sem porto, sem rumo, sem vela, cavalo sem sela
Um bicho solto, um cão sem dono, um menino, um bandido
Às vezes me preservo noutras suicido!

 

 Zeca Baleiro

04
Jan
09

Bad

If you twist and turn away
If you tear yourself in two again
If I could, yes I would
If I could, I would
Let it go
Surrender
Dislocate…

I’m wide awake!

Bad – U2

03
Jan
09

MUDE!

Mude…
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção

os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais,
leia outros livros, viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes, novos temperos,

novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.


TENTE


Busque novos amigos. Tente novos amores.
Faça novas relações. Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida.
Compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro. Compre novos óculos.
Escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,

outros teatros, visite novos museus.


MUDE


Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,


INVENTE-AS


Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente.
Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.

 Só o que está morto não muda! 
Edson Marques

02
Jan
09

Novos passos

“Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim”

mau_-185




 

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