Arquivo de Julho 16th, 2008

16
Jul
08

Férias que cansam…

Antes de chegar o mês de julho, tudo o que eu mais queria, era que chegasse o mês de julho.

Férias, descanso, cabeça-fria… Tinha planos de não me preocupar com nada, de não ver TV, de não acessar a internet, de não ter nem celular… Mas a gente faz um plano, a vida nos dá outro roteiro.

Mesmo antes de ter início minhas férias, eu já sentia que as coisas não seriam bem da forma como planejei. Pelo menos eu teria que manter meu celular. Acessar esporadicamente a internet. A Tv foi mesmo dispensável, o problema é que a gente acaba se sentindo um pouco fora de órbita, um peixe fora d’água, uma borboleta num aquário.

Já se passaram 15 dias e tudo o que eu tenho feito é me cansar, me estressar, me irritar e minha ansiedade essa semana já bateu recordes históricos. Estou uma pilha de nervos. Com vontade de sair gritando, falando verdades e inverdades a qualquer um, a quem quiser ouvir…

Tem horas que penso tanto, que fico enlatando idiotices na minha cabeça. Perco o sono, faço planos, escrevo estratégias, canto, relaxo, ouço música erudita para acalmar e nada… Quando abro os olhos, aquela imagem deturpada e grotesca, que nem saberia descrever, está ali na minha fuça, me encarando… rindo de mim maquiavélicamente. Aí eu choro… Me sinto pequena e frágil num mundo de titãs. Vou e volto com minha mente, passado, presente e futuro fundidos numa única fração de segundos confusos.

Tento afastar tudo de mim. Tento acreditar que é uma febre passageira. Uma alucinação imatura e infantil. Jogo as cartas na mesa e tento vencer, mas meu oponente não está nem aí em ganhar ou perder, não tem cartas limpas nem marcadas. Não quer se gabar de me vencer numa simples cartada. Quer me vencer na escuridão, onde meus olhos não enxergam nada. Quer ter vantagem na minha fraqueza e eu sei que a conhece bem…

Minha fraqueza são meus olhos… Não apenas os que podem ver a luz do dia, mas aqueles que conhecem o meu interior. Os olhos da minha alma que vêem bem o que me fere e o que me aflige. A partir de então, eu me recordo de uma frase que diz: “É quando estou fraco que sou forte”!

Abro os olhos e encaro o medo, a solidão, a incerteza… Não tenho forças o suficiente para afastar aqueles olhos frios de cima de mim, mas sei que com a coragem que encontro dentro de mim, aqueles olhos não farão nada além de me encarar.

Eu sei que sou forte. Eu me conheço o bastante para ter certeza de tudo o que eu posso ou não, e eu posso MUITO!

Não sou e nunca serei perfeita, mas na minha imperfeição, eu vou trilhando um caminho de conquistas, de ideais, de sonhos, porque não?! Vou levando um pouco de mim àqueles que precisam de um ombro, de uma companhia, de um simples sorriso…

Nesses dias pude perceber o quanto a gente faz falta na vida de muita gente e como tanta gente que faz parte de nossa história, nos faz falta no dia a dia rotineiro. São pessoas de nossa família, amigos que não vemos há tempos e indiferentes, acreditamos que não fazemos falta. Mas a falta não é a ausência física, a falta é incerteza de tudo. Incerteza de amizade, de carinho, de cumplicidade. E quando tudo volta a ser como antes, a recompensa é a certeza de que ainda existe um laço forte, que pode ser eterno… Mesmo quando temos ciência de que nada é para sempre e que o nos parece eterno hoje, pode acabar amanhã.

Minhas férias estão no fim. Aqui, mais dois dias cronometrados. Depois, não sei o que o futuro me reserva. Espero, torço, anseio para que venham coisas boas e se depender de mim, o amanhã estará apenas começando… num ritmo e numa coloração diferente! Já escolhi a cor e a trilha sonora. Se não combinar, eu corro para o estoque e faço uma nova paisagem, porque a minha vida, quem escreve sou eu!

16
Jul
08

Somos quem podemos ser…

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Engenheiros do Hawaii



 

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