29
Jul
08

Sonhos

Freud explica que o sonho possui um conteúdo onírico de suma importância para compreensão do inconsciente de quem o produz. Alguns dizem que o sonho nada mais é do que uma resposta do nosso inconsciente sobre as atividades e pensamentos do dia anterior, como exemplo, se você pensa muito numa pessoa, consequentemente irá tê-la em seus sonhos. O que não é 100% verdade. Podemos passar o dia todo focando um assunto e a noite termos sonhos nada parecidos. E também podemos ter um dia corriqueiro e normal, e durante o sonho nos deparar com os mesmos acontecimentos do nosso dia.

Foi Sigmund Freud quem deu ao sonho um significado científico, introduzindo-o no campo da Psicologia moderna, que se dedica em desvendar o funcionamento do sono, deixando o sonho para a Psicanálise. De qualquer forma, todo mundo sonha e todo mundo irá ter ou já teve um dia, um sonho que o deixe com uma pulguinha atrás da orelha: “Mas será que tem algum significado?”

Na internet existem milhares de páginas que se dedicam à interpretação dos sonhos. Um prato cheio para quem acredita que sonhar com cobras é mal presságio, pois esta significa traição. Para chegarmos a uma conclusão sobre isso, devemos considerar vários fatores históricos, o que me levaria a escrever um livro, mas no momento só irei falar sobre meus sonhos. Quem sabe uma outra oportunidade eu volto ao assunto.

Tive um sonho intenso. Daqueles que quando a gente acorda não sai da nossa mente. Foram duas partes distintas, com dois acontecimentos diferentes que me chamaram a atenção pela vivacidade. Não parecia sonho. Parecia real…

O primeiro sonho tinha um tigre, que pela segunda vez em menos de uma semana me aparece nos sonhos. Ele não saia do meu lado, era como se fosse um animal de estimação. Estávamos na beira de uma piscina e logo apareceu um homem (que me pareceu o Val Kilmer!! =D). Esse homem queria se aproximar de mim, mas toda vez que tentava, o tigre avançava sobre ele e não permitia uma aproximação. Estava me protegendo dessa pessoa que não tinha cara de bom moço…

O segundo foi mais intenso. Estava numa reunião de família. Uma família que não conheço pessoalmente, nunca os vi, mas no sonho era muito amiga e querida por eles. De repente começou um tumulto. Pessoas cochichavam, outras choravam, outras simplesmente não faziam nada. Me aproximei da matriarca que estava parada junto à porta da casa, uma senhora alta, esguia com aparência suave e semblante triste. Perguntei o que estava acontecendo e ela me disse que seu marido havia falecido, um homem que não cheguei a ver mas conhecia pois quando ela me falou dele, logo me veio à mente a imagem de um senhor também alto e muito gentil pelo qual no sonho, eu nutria grande carinho. Comecei a chorar copiosamente e a senhora me abraçou e chorou comigo. Depois de algum tempo ali, ela me afastou e tirou uma jóia que usava, um broche prata e um colar que lembrava um rosário e disse que queria que eu ficasse com eles. Me despedi (pois estava saindo de viagem, não sei para onde) e deixei a casa sob uma forte chuva. Atravessei uma larga avenida e cheguei do outro lado toda molhada. Acordei…

Talvez os sonhos não signifiquem nada. Talvez sejam apenas sentimentos e emoções que muitas vezes guardamos dentro de nós e chega uma hora, precisamos exteriorizar. O sonho pode ser uma forma de aliviar nossa mente, nosso coração, nossa alma.

Como disse Carl Jung:

O sonho é uma porta estreita, dissimulada no que tem a alma de mais obscuro e de mais íntimo: abre-se sobre a noite original e cósmica que pré-formava a alma muito antes da existência da consciência do eu e que  perpetuará até muito além do que possa alcançar a consciência individual.”

Ainda é um pouco cedo, mas que todos tenham bons sonhos ao dormir…


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