Naquela tarde ela não se importou com a falta de coragem. Sabia que de alguma forma estava ali.
Subiu no ônibus, sentou no primeiro banco pois queria observar a estrada. Tirou o celular da bolsa e começou a digitar uma mensagem. Não terminou. Fechou o celular e o jogou na bolsa como se quisesse se livrar dele. Pegou o Ipod pôs os fones no ouvido e nem reparou quando sentaram ao seu lado.
Olhou pela janela e lá fora o sol estava se pondo. O horizonte estava da cor púrpura e ela sentiu vontade de chorar. As nuvens que desenhavam ondas no céu pareciam tão próximas e tão aconchegantes. Vermelhas. As nuvens estavam quase vermelhas… “Cor do amor, cor da dor”, pensou alto sussurrando baixinho as palavras…

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