31
Jan
09

Damien! Damien!

Perdi o show de Damien Rice ontem em São Paulo por ser uma tonta, uma lerda, uma babaca. Planejando ir ao show desde o começo de dezembro quando fiquei sabendo que o irlandês viria ao Brasil, deixei passar a oportunidade de ver de perto a apresentação desse cantor maravilhoso que me conquistou com sua voz maravilhosa!

Bom, lendo o artigo do G1 sobre a apresentação no Citibank Hall fiquei com muita inveja de quem foi e estou inconformada comigo mesma por não ter ido… Ah, se arrependimento matasse!!! =(

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*Como um desses cantores de estação de metrô, ele se desdobra para atrair a atenção do público, conversa entre uma canção e outra, lança mão de piadas e anedotas sobre suas desilusões amorosas e fala muitos, muitos palavrões. Em uma mesma música, é capaz de ir do clima mais introspectivo à epifania roqueira, como na catártica “I remember”, em que termina agachado no palco, cantando sobre os captadores do violão.

Fácil entender como essa mistura de poeta sensível com menino-problema arranca suspiros da ala feminina dos fãs, que soltava gritinhos do começo ao final do show, mas não é só. O carisma do cantor, que parece carregar no sangue irlandês a tradição oral da trova, mobiliza a todos. Lá pelo final da apresentação, aos primeiros acordes do hit “Volcano”, Rice se divertiu com a insistência do público em cantar junto e provocou: “então venham aqui cantar comigo”. Em questão de 30 segundos, para desespero da segurança da casa de shows, o palco foi literalmente invadido por dezenas de pessoas. Nitidamente surpreso, mas sem perder o controle da situação, o músico dividiu a turma em grupos (incluindo o restante da platéia que permaneceu sentada) e organizou uma espécie de coro em três vozes.

Com o público ganho e devidamente reacomodado em seus assentos, Rice encerrou a primeira parte do show com todos os microfones e caixas de som da casa desligados tocando uma versão 100% acústica de “Cannonball”, outro hit do álbum “O”.


De volta para o bis, desatou a falar sobre a recepção calorosa que teve dos “amigos e talentosos músicos brasileiros” e chamou ao palco… Max de Castro (ufa!) para acompanhá-lo no cover de “Desafinado”, cantado em um português de gringo, mas sem fazer feio. Para alívio final, “The blower’s daughter” veio em seguida, imaculada, exatamente do jeito que ganhou fama na trilha sonora romântica do filme “Closer”, e não em sua famigerada versão abrasileirada.

 

Mas, como se não conseguisse mais ficar só, chamou novamente um casal ao palco para a última música do repertório. Já com o violão de escanteio, abriu as duas garrafas de vinho, compartilhou as taças com os dois fãs, apertou o play em seu iPod e brindou o público com uma interpretação etílica de “Cheers darlin’” (saúde, querida). Músico, ator, comediante, conselheiro amoroso, companheiro de copo, fechou a noite afastando quaisquer dúvidas que ainda poderiam pairar sobre si: Damien Rice está longe de ser só “isso aí”.”

* Fonte G1 – 31/01/09


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