Veterinário responsável por Zôo-Bosque de Pedreira mata pequeno sagui à machadadas
Na tarde do dia dez de novembro de 2008, o veterinário responsável pelo Zôo-Bosque Municipal de Pedreira foi chamado para atender um pequeno sagui que vivia solto na mata e estava ferido. Orlando Scharlack Filho examinou o animal que havia sido atacado por um lagarto e estava com uma das patas quebradas e sem ao menos propor algum cuidado ou procurar uma solução prática para cuidar da fratura, em minutos decidiu que o destino do pequeno macaco seria uma morte lenta e dolorosa. Chamou um funcionário do local para segurar o animal e com um machadinho simples de cozinha começou a golpear a cabecinha do sagui que agitado, teve vários cortes pelo corpo antes que a quinta e última tentativa finalmente fosse fatal. Termina aí uma história que poderia ter tido um final diferente se o veterinário em questão, que antes de mais nada teria a obrigação profissional e moral de cuidar e proteger um animal, não preferisse matar para diminuir o trabalho. Mas também começa aqui um novo capítulo que traz à tona outros atos de crueldade que o veterinário vem cometendo no Zôo que podem culminar, junto com a denúncia do assassinato do sagui, numa punição ou até mesmo na perda do registro profissional de Scharlack.
O caso aconteceu quando o administrador do Zôo-Bosque Adauto Cavalcanti de Albuquerque estava viajando e teve conhecimento do ocorrido no dia seguinte aos acontecimentos, quando voltou da viagem. “Assim que pus os pés aqui no bosque os funcionários já vieram me contar o que tinha acontecido. Os estagiários estavam revoltados e eu fui conversar com ele para saber sua versão. Quando Scharlack me disse que não tinha tido outra alternativa eu pedi que ele redigisse um laudo para que eu pudesse encaminhar aos órgãos competentes para julgar sua decisão de decapitar o sagui”, explicou Adauto. O administrador também procurou o promotor público da cidade para saber se poderia ser aberto um processo jurídico contra o veterinário, mas foi aconselhado a encaminhar um relatório para o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) que teria competência para julgar o profissional e sua decisão.
O relatório foi escrito e encaminhado para também para o departamento jurídico da prefeitura, que não nos permitiu acesso ao documento, mas afirmou que aguarda um parecer do CRMV-SP para poder instaurar uma sindicância sobre o caso e tomar providências. “Não podemos liberar o documento para você, pois o caso ainda não foi concluído e como profissionais de outra área, não temos a capacidade de julgar as decisões tomadas pelo veterinário, portanto estamos aguardando a decisão do CRMV-SP”, disse Silvio Bernardin, advogado da prefeitura de Pedreira. O secretário municipal de meio ambiente, José Vitor Miranda não quis se pronunciar a respeito do caso e disse, assim como Bernardin, que aguarda a decisão do órgão competente.
Na tarde da última quinta-feira, 12, enquanto ainda me encontrava nas dependências do Zôo-Bosque atrás de mais informações, um funcionário do CRMV-SP fez uma visita surpresa no local e em conversa com o administrador, sem concluir as investigações deu seu parecer off-record de que a atitude tomada por Scharlack no tratamento do sagui foi incontestavelmente lamentável e incorreta. Adauto acredita que até o final do mês esse laudo seja concluído. “O que tínhamos para fazer já fizemos, agora precisamos esperar que o CRMV-SP conclua as investigações e tome as medidas necessárias para punir o veterinário que agindo assim, comprova que não tem condições nenhuma de continuar tratando dos animais aqui do Zôo-Bosque”, conclui o administrador.
Quando procurado pela reportagem para expor sua versão dos fatos, Scharlack de modo rude comunicou que só responderia as perguntas se fosse passado para ele por escrito, mas acrescentou que se manifestaria em 15, 30, 60 dias ou quando quisesse, pois sua versão seria dada em juízo e não para a imprensa.
DENÚNCIA
Hoje o Zôo-Bosque tem três estagiários de medicina veterinária contratados e durante a tarde que passei no local para apurar os fatos, pude ouvir diversos relatos chocantes sobre o tratamento que Scharlack dá aos animais. “Ele matou uma anta que estava com uma inflamação na boca. Pegou uma injeção e aplicou direto na ferida. O animal caiu duro na hora”, contou o estagiário Luis Marcelo Ricieri Pierini que trabalha há um ano e seis meses no bosque. “Ele não sabe dosar um medicamento. Vai no ‘olhômetro’ e acaba matando animais por extra-dosagem”, acrescentou Pierini. Todos os dias os estagiários são obrigados a ouvir xingamentos por parte do veterinário e contam que são chamados de “boçais” e outros adjetivos por qualquer coisa. “Ele não sabe nem como tratar ‘gente’ como é que pode ter competência para tratar com amor os animais”, disse João Paulo de Albuquerque, outro estagiário do local que conta ainda que enquanto Scharlack está no bosque entre 13h e 16h, nem no ambulatório eles têm permissão de entrar e se algum animal precisar de cuidados, eles são obrigados a esperar até o final do expediente para ter acesso aos medicamentos. “Nós já tivemos que esconder animais doentes dele porque para ele a eutanásia é ainda o melhor remédio. Temos um macaco bugio que estava com hepatopatia devido à idade e alguns tumores que o deixaram doente. Sem titubear ele já queria cortar a cabeça do animal e por um bom tempo tivemos que escondê-lo para que Scharlack não o matasse. Nós tratamos dele e hoje ele está muito bem, ainda tem alguns anos de vida”, contou Albuquerque.
“Outro dia estava aqui no pátio tratando de alguns pássaros quando apareceu uma tartaruga na beira do córrego. Como Scharlack estava próximo dela, eu o avisei que ela poderia cair e pedi para que a retirasse de lá. Ele deu dois passos até ela e com um ‘bicudo’ chutou a tartaruga na minha direção”, contou Albuquerque que relata ainda a denúncia que o veterinário fez a Policia Ambiental, alegando que eram ilegais as obras para construção do Setor Extra, área exigida pelo IBAMA para manutenção de animais que estão em tratamento, pois o local escolhido era de mata protegida e ficava em cima de uma nascente. “Estamos com as obras paradas por causa dele. Não dá para explicar o que tanto lhe incomoda a prosperidade do bosque. A área do Setor Extra não vai danificar nenhuma mata protegida e não fica em cima de nenhuma nascente”, explica o estagiário. Enquanto isso, os animais ficam presos em um setor provisório e insalubre sem garantir 100% de qualidade no tratamento de dezenas de animais que estão sem recintos ou em tratamento. “Sem contar o estado de descaso que se encontra um dos locais mais bonitos da cidade de Pedreira”, acrescenta Carlos Eduardo Ferro Junior, também estagiário de medicina veterinária do Zôo-Bosque.

Sagui decapitado por veterinário era igual a esse e pesava apenas 350gr
PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA… UMA PESSOA ASSIM NÃO PODERIA TRABALHAR COM ANIMAIS…QUEM SABE UMA ABAIXO ASSINADO?
Espero que o veterinario fique numa jaula e que quebre a pata e que tenha o mesmo tratamento porque isso nao é um humano é um boçal um monstro. é lamentavel.