Arquivo da categoria 'Cotidiano'

30
Abr
09

Paradoxo do nosso tempo

Recebi esse texto por e-mail e achei muito bom! Vale a pena perder uns minutinhos, não apenas para ler, mas refletir sobre o assunto!

“Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais.
Perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais,
num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor quando vêm lá de dentro.
Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos,
a pessoa que lhe ama, e, aquelas que estão sempre ao seu lado.”

16
Abr
09

Ah, os universitários…

PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG
Onde vamos parar?
Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever
na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: “A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?”

A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

“A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação”. (Deus!)

“A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação”. (Fantástica!)

“A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não…” (Ah bom, uma frase sobrenatural)

“A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista”. (Sem comentários )

“A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças”. (Como é que pode ?)

“Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro”. (Esta é imbatível)

“A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral”. (É praticamente uma tortura!)

“A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção”. (Tudo a ver)

“A TV é o oxigênio que forma nossas idéias”. (Sem ela este indivíduo não pode viver)

“…por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens”. (Nunca tentei dirigir uma TV)

“A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias”. (Esse é humorista, além de tudo)

” E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso”. (Me explica isso?)

“A televisão leva fatos a trilhares de pessoas”. (É muita gente isso, hein?)

“A TV acomoda aos tele inspectadores”. (Socorro!!!)

” A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas”. (Vixe!)

“A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar”. (Puta que pariu, onde essa criatura arrumou esta faca???)

13
Mar
09

CRUELDADE

Veterinário responsável por Zôo-Bosque de Pedreira mata pequeno sagui à machadadas

 

Na tarde do dia dez de novembro de 2008, o veterinário responsável pelo Zôo-Bosque Municipal de Pedreira foi chamado para atender um pequeno sagui que vivia solto na mata e estava ferido. Orlando Scharlack Filho examinou o animal que havia sido atacado por um lagarto e estava com uma das patas quebradas e sem ao menos propor algum cuidado ou procurar uma solução prática para cuidar da fratura, em minutos decidiu que o destino do pequeno macaco seria uma morte lenta e dolorosa. Chamou um funcionário do local para segurar o animal e com um machadinho simples de cozinha começou a golpear a cabecinha do sagui que agitado, teve vários cortes pelo corpo antes que a quinta e última tentativa finalmente fosse fatal. Termina aí uma história que poderia ter tido um final diferente se o veterinário em questão, que antes de mais nada teria a obrigação profissional e moral de cuidar e proteger um animal, não preferisse matar para diminuir o trabalho. Mas também começa aqui um novo capítulo que traz à tona outros atos de crueldade que o veterinário vem cometendo no Zôo que podem culminar, junto com a denúncia do assassinato do sagui, numa punição ou até mesmo na perda do registro profissional de Scharlack.

O caso aconteceu quando o administrador do Zôo-Bosque Adauto Cavalcanti de Albuquerque estava viajando e teve conhecimento do ocorrido no dia seguinte aos acontecimentos, quando voltou da viagem. “Assim que pus os pés aqui no bosque os funcionários já vieram me contar o que tinha acontecido. Os estagiários estavam revoltados e eu fui conversar com ele para saber sua versão. Quando Scharlack me disse que não tinha tido outra alternativa eu pedi que ele redigisse um laudo para que eu pudesse encaminhar aos órgãos competentes para julgar sua decisão de decapitar o sagui”, explicou Adauto. O administrador também procurou o promotor público da cidade para saber se poderia ser aberto um processo jurídico contra o veterinário, mas foi aconselhado a encaminhar um relatório para o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) que teria competência para julgar o profissional e sua decisão.

O relatório foi escrito e encaminhado para também para o departamento jurídico da prefeitura, que não nos permitiu acesso ao documento, mas afirmou que aguarda um parecer do CRMV-SP para poder instaurar uma sindicância sobre o caso e tomar providências. “Não podemos liberar o documento para você, pois o caso ainda não foi concluído e como profissionais de outra área, não temos a capacidade de julgar as decisões tomadas pelo veterinário, portanto estamos aguardando a decisão do CRMV-SP”, disse Silvio Bernardin, advogado da prefeitura de Pedreira. O secretário municipal de meio ambiente, José Vitor Miranda não quis se pronunciar a respeito do caso e disse, assim como Bernardin, que aguarda a decisão do órgão competente.

Na tarde da última quinta-feira, 12, enquanto ainda me encontrava nas dependências do Zôo-Bosque atrás de mais informações, um funcionário do CRMV-SP fez uma visita surpresa no local e em conversa com o administrador, sem concluir as investigações deu seu parecer off-record de que a atitude tomada por Scharlack no tratamento do sagui foi incontestavelmente lamentável e incorreta. Adauto acredita que até o final do mês esse laudo seja concluído. “O que tínhamos para fazer já fizemos, agora precisamos esperar que o CRMV-SP conclua as investigações e tome as medidas necessárias para punir o veterinário que agindo assim, comprova que não tem condições nenhuma de continuar tratando dos animais aqui do Zôo-Bosque”, conclui o administrador.

Quando procurado pela reportagem para expor sua versão dos fatos, Scharlack de modo rude comunicou que só responderia as perguntas se fosse passado para ele por escrito, mas acrescentou que se manifestaria em 15, 30, 60 dias ou quando quisesse, pois sua versão seria dada em juízo e não para a imprensa.

 

DENÚNCIA

Hoje o Zôo-Bosque tem três estagiários de medicina veterinária contratados e durante a tarde que passei no local para apurar os fatos, pude ouvir diversos relatos chocantes sobre o tratamento que Scharlack dá aos animais. “Ele matou uma anta que estava com uma inflamação na boca. Pegou uma injeção e aplicou direto na ferida. O animal caiu duro na hora”, contou o estagiário Luis Marcelo Ricieri Pierini que trabalha há um ano e seis meses no bosque. “Ele não sabe dosar um medicamento. Vai no ‘olhômetro’ e acaba matando animais por extra-dosagem”, acrescentou Pierini. Todos os dias os estagiários são obrigados a ouvir xingamentos por parte do veterinário e contam que são chamados de “boçais” e outros adjetivos por qualquer coisa. “Ele não sabe nem como tratar ‘gente’ como é que pode ter competência para tratar com amor os animais”, disse João Paulo de Albuquerque, outro estagiário do local que conta ainda que enquanto Scharlack está no bosque entre 13h e 16h, nem no ambulatório eles têm permissão de entrar e se algum animal precisar de cuidados, eles são obrigados a esperar até o final do expediente para ter acesso aos medicamentos. “Nós já tivemos que esconder animais doentes dele porque para ele a eutanásia é ainda o melhor remédio. Temos um macaco bugio que estava com hepatopatia devido à idade e alguns tumores que o deixaram doente. Sem titubear ele já queria cortar a cabeça do animal e por um bom tempo tivemos que escondê-lo para que Scharlack não o matasse. Nós tratamos dele e hoje ele está muito bem, ainda tem alguns anos de vida”, contou Albuquerque.

“Outro dia estava aqui no pátio tratando de alguns pássaros quando apareceu uma tartaruga na beira do córrego. Como Scharlack estava próximo dela, eu o avisei que ela poderia cair e pedi para que a retirasse de lá. Ele deu dois passos até ela e com um ‘bicudo’ chutou a tartaruga na minha direção”, contou Albuquerque que relata ainda a denúncia que o veterinário fez a Policia Ambiental, alegando que eram ilegais as obras para construção do Setor Extra, área exigida pelo IBAMA para manutenção de animais que estão em tratamento, pois o local escolhido era de mata protegida e ficava em cima de uma nascente. “Estamos com as obras paradas por causa dele. Não dá para explicar o que tanto lhe incomoda a prosperidade do bosque. A área do Setor Extra não vai danificar nenhuma mata protegida e não fica em cima de nenhuma nascente”, explica o estagiário. Enquanto isso, os animais ficam presos em um setor provisório e insalubre sem garantir 100% de qualidade no tratamento de dezenas de animais que estão sem recintos ou em tratamento. “Sem contar o estado de descaso que se encontra um dos locais mais bonitos da cidade de Pedreira”, acrescenta Carlos Eduardo Ferro Junior, também estagiário de medicina veterinária do Zôo-Bosque.

 

foto-1-sagui2

Sagui decapitado por veterinário era igual a esse e pesava apenas 350gr

03
Mar
09

Duas histórias, dois destinos

Julgamos a nós mesmos pelo que nós somos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam pelo que já fizemos…

1ª História


Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado.
O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao
atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse
oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade.
O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um
dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.
Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o
atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer.
O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para
o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter
sido salvo, se tivesse recebido atendimento.

2ª História


Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num
trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente.
Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma
tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista.
Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim… Vai ver que está com um problema
sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa.
Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho.
Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe.
Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele Senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS…

- Esteja sempre alerta para ajudar o próximo,
independentemente de sua aparência ou condição financeira;
- Procure ver as pessoas além das aparências;
- Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa
a agir de determinada forma.

FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM…

‘Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir entre elas…’

25
Fev
09

Answer

Sempre fui nostálgica, do tipo que perde horas e horas pensando no passado, relembrando momentos bons e ruins que já vivi. Mas ontem aconteceu uma coisa diferente. Ao me deitar para dormir tarde da noite, resolvi ouvir alguma música para apressar o sono. Fone no ouvido, selecionei random na lista que nem sabia mais o que tinha e de repente sinto meu coração disparar! Uma música não apenas me fez relembrar um momento da minha vida, como me fez sentir. Era como se alguma coisa  despertasse dentro de mim e me fizesse voltar no tempo para relembrar o que senti naquela época.

Foi estranho. Foi confuso. Foi revelador. Sentimentos que eu nem me lembrava mais que havia sentido. Um frio no estômago, calafrio e dúvida. Reviver aquele sentimento me fez perceber que na verdade não estavam apagados, estavam apenas esquecidos e que a qualquer momento poderiam voltar, como aconteceu.

Foi mais que um “deja vu” que apenas nos remete a simples lembrança de que já passamos por aquilo em algum momento. Foi uma volta ao passado… Me vi deitada na minha antiga cama, com o fone no ouvido, celular na mão, lendo e relendo velhos torpedos. Voltei a sentir, num flash, a emoção de estar apaixonada, sentimento que só me aconteceu uma vez na vida e foi exatamente o que eu percebi, que eu estava deixando pessoas passarem por mim sem que significassem alguma coisa, mesmo que uma saudosa dor, como foi o caso dessa paixão que eu perdi e até hoje não sei o porquê.

Paixões vem e vão sem explicação. Não precisa mais que um sorriso, mais que uma frase no momento certo. Não precisa de um cenário romântico e nem de uma trilha sonora melosa para fazer com que nossos corações disparem no momento em que aquela pessoa se vira para você e seus olhares se cruzam. Não precisa que sejam pessoas insuportavelmente perfeitas que nos façam lembrar contos de fadas de nossa infância, onde as histórias de amor eram entre príncipes cavalheiros e belas princesas. Para uma paixão acontecer só é preciso estar com o coração aberto e disposto a arriscar mais uma vez.

amor

Para mim aquele sentimento me fez sentir saudade de uma importante fase da minha vida, que mesmo por pouco tempo, me fez sentir o que eu não sinto a muito tempo. Foi quando me apaixonei, quando pude sentir que uma pessoa realmente gostava e se importava comigo, fiz planos e no dia seguinte mudei de idéia, acordei no meio da noite com ligações inesperadas e perfeitas, me senti completa. Tínhamos mais que um ao outro e muitas vezes não era preciso mais que um aceno discreto no meio da noite, eu em minha janela e ele na rua. Foi uma paixão inocente, incontrolável, indescritível. Mas também foi a época que conheci a desilusão quando perdi a pessoa que mais importava para mim na época e a dor era tanta, que chegava a ser física. E foi essa dor que senti ontem. Uma dor vazia, seca, sem razão, pois não tinha feridas, apenas a cicatriz que marca com uma tênue linha uma parte do meu coração.

E eu tive uma resposta. Não a que eu queria, mas a que eu precisava… Talvez não fosse importante a paixão, mas o significado que ela trouxe para mim hoje. Na época eu não percebi, mas hoje eu posso entender que têm coisas que simplesmente acontecem e não têm explicação. Nem tudo na vida precisa de resposta. Têm coisas que precisamos deixar acontecer sem nos importarmos em questionar o porquê, pois a vida não teria graça se tudo fosse respondido. E é aí que está a emoção de viver, de saber que você viveu o suficiente para ter recordações, sejam elas boas ou não, mesmo com a fria certeza de que ainda não sabe nada da vida… e nem de si mesmo!

As respostas não vêm em bandejas, prontas e decifradas. Elas vêm com o vento, fragmentadas e aos poucos. Ao longo dos dias, dos anos, você vai entendendo sem percerber, a resposta que tanto procurava.

19
Jan
09

Frase do dia

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes”

 Stephen Kanit

 

 

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03
Jan
09

MUDE!

Mude…
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção

os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais,
leia outros livros, viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes, novos temperos,

novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.


TENTE


Busque novos amigos. Tente novos amores.
Faça novas relações. Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida.
Compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro. Compre novos óculos.
Escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,

outros teatros, visite novos museus.


MUDE


Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,


INVENTE-AS


Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente.
Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.

 Só o que está morto não muda! 
Edson Marques

29
Dez
08

Coisas que vou deixar em 2008

Para começar um ano novo diferente, temos que ter certeza de que ele será melhor do que o que está acabando. Não posso reclamar do meu ano, algumas metas que tracei no primeiro dia de 2008 eu consegui conquistar e acredito que as que não consegui não chegaram por falta de perseverança mesmo.

Mas todos os anos podemos listar também, não apenas o que queremos de novo no ano que deve começar, mas aquilo que não devemos continuar carregando, sejam pessoas, objetos, lembranças, sentimentos… sonhos. Chega uma hora em que temos que tomar algumas decisões, o que será melhor? Será que aquele sonho vale a pena ser alcançado? Será que aquele sentimento irá contribuir para alguma coisa? Será que aquela pessoa irá acrescentar algo importante para você para continuar em sua vida???

Hoje eu tomei uma decisão e decidi sobre o que não pretendo carregar comigo no ano de 2009 e já limpei meu guarda-roupa, minha agenda telefônica e pretendo ainda eliminar mais algumas coisas, mais algumas pessoas…

Algumas pessoas costumam me achar um pouco fria, criticam a racionalidade que deixo acima de tudo. Mas o problema não eu não ter ‘coração’, esse eu tenho e por sinal é muito mais fraco que muitos imaginam. Podem até pensar que estou sendo cruel ao dizer que pretendo eliminar algumas pessoas da minha vida, mas isso não é sinal de que pretendo matá-las ou que desejo-lhes a morte, eu só acho que não tenho mais nenhuma razão para mantê-las em minha vida, não me acrescentam mais nada, não me somam nada, não significam mais nada para mim.

Acho que todos deveriam fazer isso. Dar uma geral no guarda-roupa e jogar fora aquela calça que não serve mais e mesmo assim você a guarda. Pegar aquela última lembrança que ainda doía em algum lugar e pôr sem dó na lata do lixo. Apagar aquele número de telefone que você nunca mais vai discar mesmo. Desistir daquele sonho que antes era legal, mas hoje  não é mais.

Desistir não é sinônimo de fraqueza. Mudar não é sinônimo de coragem. Chorar nem sempre é em razão de alguma dor. Às vezes precisamos desistir, mudar, chorar e escrever um novo roteiro para nossa vida, mesmo que ela não esteja ruim, é que sempre podemos melhorá-la. Fazer uma faxina e tirar o que atrapalha, limpar a sujeira, tirar o restinho de pó que ficou da última desilusão… Recriar, desenhar coisas novas com cores novas, usar novos materiais, pôr uma nova trilha sonora e o mais importante, acreditar que tudo vai ser diferente, não porque é um novo ano, mas sim porque você pode ser uma nova pessoa.

Ano novo é época de renovar, de começar do zero, de acreditar e lutar para conquistar novas metas. Uma ótima oportunidade (ou desculpa) para planejar e sonhar, mesmo que seja um sonho ainda incompleto…

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16
Dez
08

Escolhas

Todos os dias somos obrigados a tomar decisões e escolher o que consideramos que será melhor. Escolhemos a roupa que iremos usar antes de sair de casa. Depois decidimos sobre qual caminho é melhor, direita ou esquerda, por onde é mais perto. Temos que escolher nosso almoço, se tomamos refrigerante ou suco, ou não bebemos nada. Quando nos deparamos com uma bolsa maravilhosa, o dilema: levar ou não levar? Escolhas. Decisões. Detalhes que podem mudar nossa vida.

Aí surge a velha pergunta: Será que estamos tomando a decisão certa? Será que fizemos a escolha certa? E se erramos, será que era para não ser mesmo? Destino? Burrice? Esperteza?

Perguntas, perguntas, perguntas… Hoje me deparei com um turbilhão de pensamentos confusos, sobre as atitudes que tive até aqui, sobre as decisões que tomei até hoje. Sei que não acertei em todas e se hoje eu descubro que tomei uma decisão errada, que fiz uma escolha errada, será que eu consigo reverter? E se tivesse tomado outro caminho, como estaria minha vida hoje? Será que estaria mais feliz?

Quantos pontos de interrogação… Já não sou mais uma adolescente e me preocupo mais com meu futuro, me preocupo mais com as decisões que faço em minha vida. E se estava tomando sempre as mesmas decisões, acho que devo começar a agir diferente. Ou devo continuar com as escolhas que tomei até aqui e esperar que com elas, as coisas ainda funcionem para mim? Já fiz muitas escolhas erradas, escolhas das quais me arrependo muito, mas sinto que não há como voltar atrás, não posso simplesmente fechar os olhos e desejar que o relógio volte e eu tome uma decisão diferente… Apesar de ter esse costume, de agir errado, ter consciência de que estou tomando uma decisão errada e mesmo assim insistir nela. Depois, quando ponho minha cabeça no travesseiro fico remoendo, desejando voltar atrás imaginando como teria sido se tivesse feito outra escolha. Será que isso é sadio??? Claro que não!!!

É como se fosse um vício. Sou viciada em fazer escolhas erradas. Sou viciada na adrenalina que o sofrimento e o arrependimento me proporcionam. Acho que gosto de sofrer. Às vezes me sinto uma genuína protagonista de novela mexicana, sofredora idiota, burra que não consegue tomar uma estúpida decisão certa na vida! Será que algum dia eu vou fazer a escolha certa??

Tem uma frase que gosto muito de Kevin Arnold que explica um pouco essa minha dúvida: “Acho que todos nós nos arrependemos de desistir de alguma coisa, uma coisa cuja falta sentimos porque fomos preguiços demais ou por não persistimos… ou até mesmo porque tivemos medo”.

Não tenho medo de assumir que minhas escolhas erradas eu tomei por ter medo. Por  medo de sofrer. Medo de ter uma coisa e perder. Assim, preferia não tê-las de uma vez e não sofrer quando as perdesse. Mas o problema é que mesmo não perdendo nada porque não tenho nada a perder eu sinto que não tendo nada eu não sou nada e não vivo nada também. Vivo com medo e acabo me escondendo, me esquivando de coisas legais que poderia viver e não vivo porque tenho medo. Medo, medo, medo… Palavrinha tão pequena e tão assustadora.

Uma vez minha terapeuta me disse que por medo, eu havia construído um muro ao meu redor, uma fortaleza que me protegia de todos os males da vida. Mas não me protegia de mim mesma e eu era egoísta e deixava de viver porque não queria correr o risco de me machucar. Era como uma criança sentada no banco observando de longe outras crianças brincando no play e eu não me juntava a elas porque poderia cair do balanço e me machucar.

E daí?? Todo mundo se machuca e niguém morre por isso. É uma coisa natural, toda ferida cicatriza e apesar de muitas deixarem marcas, elas se curam e não doem por muito tempo. E pensando bem, todo mundo tem medo, nós só devemos saber filtrar esse pequeno inimigo e não deixar que ele domine nossas escolhas…

Acho que a partir de hoje vou fazer as escolhas não com medo de errar, mas com a certeza de que mesmo errando, eu vou aprender com elas e não vou ficar remoendo se estava certa ou não. Vou deixar que a vida me mostre isso…

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28
Nov
08

Tatuagem, profissão e arte!

Dú Araújo

Quando resolveu fazer sua primeira tatuagem aos 17 anos, Dú Araújo não sabia que aquela pequena arte se transformaria em uma paixão tão forte a ponto de fazê-lo abandonar o emprego e dedicar seu dom artístico a um trabalho não tão convencional. Ser tatuador nos dias de hoje pode ser uma função mais comum e melhor aceita, mas Dú tem registrado em seu corpo uma palavra que marcou uma fase de sua vida logo que decidiu cobrir o corpo com tatuagens. “Acho que é a tatuagem que mais tem significado para mim. Era comum ser chamado de vagabundo por andar pelas ruas todo tatuado e cheio de piercing, então resolvi fazer uma homenagem a essa fase em que não era tão bem aceito na comunidade”, explicou Dú. A tatuagem, a palavra Vagabundo escrita na barriga, pode não ter significado nenhum hoje, pois como qualquer outro trabalho, a profissão de tatuador também exige disciplina e requer dedicação, além de exigir que o profissional esteja sempre atualizado e claro, seja talentoso nos desenhos.

Dú já viajou para muitos lugares e conheceu muitos profissionais do ramo que o ensinaram a técnica de tatuar. “Eu tive vários professores, americanos, japoneses, profissionais reconhecidos na área. O Neves que foi meu padrinho no ramo e me deu muitas aulas, já viajou o mundo inteiro e conhece as melhores técnicas para se tornar um bom tatuador”, explicou. Como sempre se interessou por desenhos, se interessar por tatuagens foi uma questão de comodidade, uma vez que ele poderia unir o talento pelos desenhos com a paixão pela arte corporal e há dois anos trabalha profissionalmente como tatuador. “Claro que tive que enfrentar muita coisa, tive que aprender muitas técnicas e o pior, encarar o preconceito que sofri quando decidi cobrir algumas partes do corpo com tatuagens e piercings, mas hoje não trocaria meu trabalho por nada e também se pudesse voltar, acho que não faria nada diferente”, disse Dú.

A tatuagem hoje é mais comum e melhor aceita que há alguns anos e o trabalho fica mais fácil. “No interior principalmente, o que mais sai é tatuagem comercial, ou seja, florzinhas, borboletinhas e muitos ‘inhas’ (risos), desenhos que todo tatuador não gosta muito de fazer, mas é o que mais pedem. O meu trabalho que é mais voltado para o sombreado com caveiras, zumbis, coisas mais mórbidas, poucas pessoas fazem”, explica. O gosto por desenhos desse tipo surgiu em uma de suas viagens para São Paulo, quando conheceu algumas pessoas que faziam sombreados com desenhos de demônios, monstros e todo tipo de personagem sombrio. “Eram desenhos perfeitos, uma obra de arte mesmo e então resolvi que me dedicaria a trabalhar com esse tipo de tatuagem também e é o que mais gosto de fazer”.

Mas ser tatuador implica também em agradar o dono da tatuagem e não fazer apenas o que é de gosto do profissional. Alguns desenhos que mesmo considerando ‘feios’, sem graças ou até mesmo estranhos ele tem que fazer porque o cliente pede. “O desenho mais feio que já fiz foi um dragãozinho no pé de uma moça. Nossa, o bicho era muito feio, mas ela queria, tinha um significado particular e isso é da pessoa”. Outra opção de tatuagem que virou febre nos últimos tempos é escrever o nome do namorado ou namorada na pele. Muitos artistas famosos entraram na onda de tatuar o nome da pessoa amada no próprio corpo, mas depois que a relação acaba, a tatuagem perde o sentido e muitos acabam tendo trabalho para se desfazer da escrita, como foi o caso da atriz Débora Secco que tatuou o nome do ex-namorado Marcelo Falcão na perna e depois do rompimento teve que retirar a frase com tratamento a lazer, opção que nem todo mundo pode fazer. “Se chega alguém aqui querendo desenhar o nome do namorado ou namorada no corpo, é opção dele, mas a gente sabe que nada nessa vida dura para sempre né e é muito comum voltarem aqui alguns meses depois para cobrir, fazer outra tatuagem por cima para disfarçar”, conta Dú que já fez centenas de coberturas em cima de tatuagens de nomes de ex-namorados, uma prática muito comum nos dias de hoje. “Acho que tatuagem é muito da fase da pessoa também. Tem gente que faz uma tatuagem porque é moda, é jovem e não pensa muito, e depois se arrepende. Mas hoje, o procedimento à laser para retirar a tatuagem é muito mais acessível e acaba sendo uma opção para muitos que não a querem mais”, disse.

Dú Araújo IIAquela idéia de que tatuagem é uma marca para sempre já não é tão verdadeira nos dias de hoje, especialmente na pele de quem cansa rápido da imagem ou se arrepende do que desenhou. Apesar de os recursos para desfazer o desenho marcado à tinta com agulhas estarem com o preço mais acessível, a alternativa mais procurada para quem não quer mais a tatuagem é a cobertura. “Faço muita cobertura aqui, principalmente quem escreve nomes é bem provável que irá voltar para cobrir com algum desenho”, afirma Dú.

Arrependimento é normal, ainda mais em quem faz por impulso. Mas existem aqueles que são apaixonados pela arte e chegam a “fechar” alguma parte do corpo com desenhos. Dú tem os dois braços todo tatuado, o pescoço e boa parte do peito, das costas e do rosto e não se arrepende, muito pelo contrário, agora ele pretende cobrir os desenhos atuais que tem nos braços com alguns personagens mais agressivos. “Eu vou cobrir as que já tenho e transformar em imagens mais mórbidas, todo mundo fala que só tenho desenho delicado (risos)”, explica o tatuador ao mostrar as flores, estrelas, o personagem Bob Esponja e até uma joaninha que tem tatuado nos braços.

Apesar de ser um personagem um pouco fora do comum, com tanta tatuagem espalhada pelo corpo, Dú Araújo hoje é respeitado pelo que faz e mesmo que ainda seja alvo de alguns olhares curiosos, ele afirma que não existe preconceito explícito em relação a ele em Pedreira, onde mora e trabalha. “As pessoas daqui já me conhecem e já não perdem muito tempo me encarando com expressão de espanto, hoje sou mais respeitado”, disse. E pretende seguir nessa profissão para sempre, mesmo tendo que carregar o estigma de vagabundo enquanto viver. “Eu que fui conhecido como vagabundo conquistei muita coisa na minha vida, tenho uma profissão, me sustento e graças a Deus consigo ter uma vida estável. Se consegui tudo isso sendo vagabundo, imagine o que não conseguiria se não fosse (risos). Por isso eu amo o que faço. Se viver cem anos, serei um tatuador por cem anos, é só isso que sei fazer e é só isso que eu quero fazer”, conclui Dú.

 

Minha Tatoo

E para finalizar, uma fotinha da tatoo que ganhei de presente desse mocinho querido!

 

The End…

22
Nov
08

Diálogo

Descrição: Jovem (aparentemente 20 e ’muitos’ anos), sexo masculino, aparência comum e arrogante tanto na forma de se comportar como de falar, sentado no banco da rodoviária de Jaguariúna esperando ônibus para ir embora. Falava ao telefone celular quando sentou-se ao meu lado.

DIÁLOGO:

- Pô véi, eu nem sai esse fim de semana. Quebradasso…

- Bláh, bláh…  ?

- Tive que trabalhar no sábado, aí acabei ficando em casa, não tinha nada muito bom mesmo.

- Bláh, bláh…  ?

- No Paraty* que você viu?

- Bláh, bláh…  ?

- Pô véi, mas você sabe como ela era né? Agora, eu encontrei com ela outro dia e a mina tá maior “fat” véi.

- Bláh, bláh…  ?

- É cara, uma pança enorme. Não sei como ele ainda continua com ela.

- Bláh, bláh…  ?

- É cara, mas tá “fat” mesmo assim.

- Bláh, bláh…  ?

- Fechado cara, eu te ligo quando chegar.

Fim da conversa.

Uma conversa fútil, corriqueira que nem mereceria ser ouvida se não fosse pelo fato de ser tão idiota! Explicando porque esse fato mereceu um post.

O rapaz que falava ao telefone tinha cara de ser um completo babaca. O que chamou minha atenção na conversa foi a forma como ele utilizou a palavra ‘fat’ (gordo em inglês) para se referir à gordura da moça em questão. Poxa vida, isso me deixa um pouco revoltada com a situação. O cara era feio, barrigudo, com ar de superioridade exarcebada para quem esperava o “busão” para ir embora e ainda tinha a cara de pau de comentar sobre a pança da ‘menina’. Eu acho que todo mundo tem o direito de expressar sua opinião, de dizer o que quiser, afinal ainda vivemos num país livre e liberal. mas você sentar em cima do seu rabo sujo e comentar do rabo encardido dos outros é fácil né?

Não vou generalizar e dizer que todos os homens se acham no direito de querer mulheres gostosas, mesmo que estes ostentem barrigas de cerveja e se achem os gostosos do pedaço, mas o que eu acho é que as pessoas se preocupam muito com estética e acabam esquecendo coisas mais importantes. É com disse um dia meu querido Mário de Andrade, “as pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos”.

O que me alivia de certa forma, é saber que nem todas as pessoas são assim, essas são minoria e são tão pequenas e insignificantes. Nos resta rir de tolices como essa, não levar em consideração, afinal o velho ditado popular que diz que aqui se faz, aqui se paga é válido para todos e para as mínimas coisas também!

Amém!

* Paraty é o nome de um barzinho na cidade de Amparo, onde nosso amigo babaca deve morar!

feio

01
Nov
08

Ah, essas meninas!

 

“Amo no gato a suprema indiferença e a distinção com a qual ele passa dos salões aos telhados” 

Angelina branquela e Sofie (Fofie) curtindo uma tarde no sofá…

Fofinha, ex-princesa do Régis. Hoje uma gata borralheira!

Josefine não é mais só minha, é a gata da vizinhança… Dada que só ela!

Gatos são muito parecidos com os humanos, por isso tanta gente os odeia: sabemos tão pouco lidar com eles como conosco mesmos. Parecidos, mas melhores: não mentem, não têm hierarquia, não fingem gostar de crianças, não sorriem quando na verdade querem te estraçalhar. São rancorosos (experimente maltratar um deles e, inadvertidamente, cruzar com ele de novo), preguiçosos, sedutores, imprevisíveis. Enigmáticos, interessantes, sagrados.

Defeitos e virtudes no ponto certo.

Gatos seriam homens perfeitos.

21
Out
08

E tudo o que não vem

When you try your best but you don’t succeed

When you get what you want but not what you need

When you feel so tired but you can’t’ sleep

Stuck in reverse

 

When the tears come streaming down your face

When you lose something you can’t replace

When you love someone but it goes to waste

Could it be worse?

 

And high up above or down below

When you’re too in love to let it go

But if you never try you’ll never know

Just what you’re worth

 

Lights will guide me home

And I promise I will learn from my mistakes…

 

Fix you – Coldplay

Sabe aqueles dias em que nada parece se encaixar? Que por mais que você tente encontrar um motivo legal para sorrir a realidade te mostra que você tem apenas razões para chorar?

Não sei se em razão de meu aniversário eu fiquei mais sentimental, afinal de contas a idade pesa, mas sei que meus dias têm sido mais tristes e eu preciso encontrar a raiz dessa tristeza e acabar com ela. Eu não tenho razão para isso, muito pelo contrário, eu poderia listar aqui inúmeros motivos para festejar, mas eles não estão contando e no momento tudo o que estou encontrando em meu caminho são imagens melancólicas que me inundam de nostalgia e situações e pessoas que me inspiram sentimento de pena (não todas, claro).

Se vejo um animal mal cuidado, tenho vontade de chorar. Se vejo um pôr-do-sol bonito, tenho vontade de chorar. Se ouço uma música mais lenta, tenho vontade de chorar… e por enquanto tenho ficado apenas na vontade, o que deve ser o problema. Acho que devo descarregar. Tenho acumulado uma carga emocional muito pesada e preciso pôr para fora.

E ouvindo Coldplay para me sentir abandonada, perdida, mal entendida… nem assim me chegam as lágrimas. Devo estar sofrendo de algum bloqueio grave pois nunca tive problemas em abrir o”berreiro”, como diria minha mãe. 

 

Mas, vai passar. Hoje eu vou comemorar, ainda não sei o quê, mas vou comemorar. Talvez um passo a mais que dei em direção ao meu sonho. Talvez uma nova etapa na minha vida. Talvez uma pessoa especial na minha vida. Talvez um milk-shake do Bob’s. O importante é não ter medo de dizer que como toda mulher eu tenho fases e mesmo não estando numa das minhas melhores, eu sei que darei a volta por cima. E a tristeza? Bem, a ‘leve melancolia’ que está rondando meu coração com o tempo vai passar e um novo motivo para me fazer acordar sorrindo vai aparecer, ah vai!

03
Out
08

Conclusões de uma semana corrida

1- Achar o homem ideal é difícil, mas achar um bom cabelereiro é praticamente impossível!

2- Ser simpática, competente, gentil, amiga, não conseguir manter o cabelo sempre lisinho, nem sempre estar tão elegante e ainda estar sempre confiante, é uma tarefa exaustiva! Cansa a beleza!

3- Estudar para prova de Ética e Legislação para o ‘Cheidoca’ não é gostoso e nem legal!

4- Ter meu trabalho reconhecido por quem importa, é inenarravelmente prazeroso…

30
Set
08

Transgressor por opção

O burburinho abafado se transformou em gritos, assobios e aplausos logo que as cortinas se abriram. Deitado num divã, ainda ofuscado pela penumbra do palco, Ney Matogrosso começa a se levantar e escorado no instrumento pesado de sua banda, o cantor dá inicio ao show ‘Inclassificáveis’ e sem pronunciar uma palavra, mostra porque suas apresentações estão sempre lotadas. Travestido de deus inca num macacão dourado com plumas coloridas, ele se apresenta ao público com uma coreografia discreta, se contorcendo sensualmente, acompanhando o ritmo da introdução e encarando o público com olhares provocadores como se quisesse impor uma avaliação. Despido de qualquer tipo de pudor, ele alcança o microfone no tripé e se insinua para a platéia antes de bradar aos gritos os versos indignados de Cazuza.

Ney Matogrosso apresentou no dia 18 de setembro, no palco da RED Eventos em Jaguariúna, o espetáculo de seu novo CD. ‘Inclassificáveis’ pode ser considerado o trabalho que deu início a uma nova fase na carreira do cantor que dá cor e apelo estético às apresentações, além de incorporar ao longo do show, diversas personagens dele mesmo. O tom performático, que marcou o início de sua carreira nos anos 70, retorna com força na apresentação do espetáculo com direito à troca de figurino em pleno palco. A cada peça retirada, as pessoas ovacionavam, gritavam e se entreolhavam admirados como se estivessem presenciando algo inenarrável. E o show de Ney Matogrosso é quase isso.

            Ney de Souza Pereira nasceu na pequena cidade de Bela Vista, no Mato Grosso do Sul e desde criança demonstrou vocação artística. Em 1975, após sair do grupo Secos e Molhados, lança seu primeiro álbum solo e dá inicio a uma carreira marcada por várias fases, um artista que não se rotulava e não negava seus ideais, o que nos 80, lhe rendeu diversas ameaças feitas pelo regime militar. Hoje, embora não seja um polêmico sem causa, ele ainda sabe e gosta de impressionar.

Em 2007, estreou um dos espetáculos mais comentados de seus 36 anos de carreira e até o ano que vem deve percorrer o Brasil com a turnê, atraindo fãs e admiradores de todas as gerações. Ana Paula M. de Oliveira, 23 anos, é fã de carterinha do cantor e se maravilhou com o show. “O que eu mais curto nas apresentações do Ney, são suas performances. Ele dança, se contorce, provoca e não se encaixa no comum. É um show para todos os sentidos e não apenas para se ouvir”, afirma Ana Paula ainda tomada pela euforia do espetáculo. Assim como ela, seu marido Roberto Soares de Oliveira que assistiu pela primeira vez ao show do cantor, também se rendeu em elogios ao artista. “Confesso que torci o nariz a hora que a Ana me convidou, mas agora eu vou ter que morder a língua (risos). O show é espetacular. Ele é um artista completo”, disse, quase sem tirar os olhos do palco.

 

Ney Matogrosso conseguiu lotar a casa de espetáculos e seu público que não queria perder nenhum detalhe da apresentação, lotou os arredores do palco para acompanhar de perto as caras e bocas do cantor, que durante quase duas horas de show, cantou um repertório eclético que incluía canções inéditas, além de clássicos da música brasileira como algumas versões de Caetano Veloso e Cazuza. Num ritmo mais roqueiro, Ney emenda uma canção à outra sem intervalos, utilizando o tempo de introdução das músicas para tirar ou colocar alguma roupa ou acessório, reservando poucas palavras para o público. Mas a falta de diálogo pode ser proposital. Num espetáculo com tanta riqueza de som e cores, é preciso estar atento aos detalhes, no caso de palavras, essas poderiam até mesmo empobrecer a mensagem que o artista deseja passar aos fãs. Ele se entrega ao momento e não tem medo de chocar, transgredir. Aliás, transgressor é o que ele sempre foi e morrerá sendo, e no contexto artístico de seu trabalho, esse rótulo só justifica sua grandeza de ser o que é e não se importar com julgamentos. Uma qualidade admirável num mundo onde tudo é tão parecido.

Mauren Ribeiro - Jornal Saiba+ PUCC - Edição 30 Set 2008
28
Set
08

What is happiness to you?

Depois de uma semana ‘intensa’ eu me deparei com uma carga emocional que precisava pôr para fora e pensei, pensei muito sobre tudo o que aconteceu, sobre tudo o que está acontecendo em minha vida e descobri que… eu sou uma mulher de muita sorte, o único problema é que eu gosto de complicar as coisas.

E ontem depois que assisti Vanilla Sky (mais uma vez), eu me me questionei sobre essa pergunta que a personagem de Cameron Diaz faz para o personagem de Tom Cruise (em uma de suas melhores fases):

“What is happiness to you?”

…and I have no fucking idea!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que a felicidade não dependa do tempo, da paisagem, da sorte e nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um pra todos. Que as pessoas saibam falar, calar e acima de tudo ouvir. Que tenham um ideal e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo para que tenhamos certeza de que viver vale a pena!

07
Set
08

Tudo o que temos…

Um fim de semana para descansar. Minha semana foi tão corrida, tão cansativa que eu precisava desses dois dias para descansar, reordenar meus pensamentos, arrumar minhas coisas, pensar na vida. Acho que já fazia mais de um mês que eu não tinha um fim de semana inteirinho só para mim. Eu que sempre precisei de um tempo para pensar, para curtir uma solidão de vez em quando. Tenho necessidade de passar algum tempo sem nada para fazer, sem ninguém por perto, e ficar só pensando, pensando…

Eu não sei se sou ansiosa por pensar demais ou penso demais por ser ansiosa, mas o fato é que, não é bom pensar muito. Não é bom ficar querendo encontrar uma resposta para tudo. Às vezes é importante deixar as coisas sem perguntas, sem respostas, sem certezas. Deixar as coisas como estão. Deixar acontecer e ir vivendo um dia de cada vez, sem se preocupar com o que vai acontecer amanhã, afinal, a maioria das coisas não está sob nosso controle. Não temos como controlar nosso destino. A única coisa que podemos controlar são nossas escolhas e ainda sem termos certeza se estamos fazendo a escolha certa. Não tenho tanta certeza, mas até agora, tirando algumas idiotices que cometi por orgulho próprio (quem nunca cometeu?), eu ainda acho que estou no caminho certo. Se chegarei onde pretendo, só o futuro irá me dizer. Mas isso não me impede de caminhar, pois ficar parada não irá me levar a lugar algum.

Há dois dias eu percebi que sou mais forte, mais determinada e maior do que eu imagino, quando um amigo olhou nos meus olhos e me disse: “Eu sabia que você conseguiria”! Aquelas palavras quase me fizeram chorar, não pelo sentimentalismo que existe entre amigos, mas pelo simples fato de que as pessoas acreditam em mim, muitas vezes, mais do que eu mesma, até mesmo nas pequenas coisas, nas pequenas conquistas. Nesses últimos dias tem acontecido tanta coisa na minha vida, tanta coisa boa que eu tenho certeza que essa fase de “sorte” é mais que acaso, é mais que fé. É a certeza de que eu sou capaz.

A partir do momento que comecei a acreditar em mim de verdade, minha vida mudou. Eu mudei.

Hoje não me permito ficar triste porque minha sandália arrebentou. Agradeço por ter outro par de calçados para substituir. Não me estresso porque tenho muito trabalho a fazer e as vezes tenho que correr contra o tempo, sou feliz por ter o emprego que queria.

Eu acreditei em mim, idealizei, conquistei.

Ainda tenho muito mais a conquistar, esses são ainda os primeiros passos que estou dando e para chegar onde tanto almejamos basta um pouquinho de fé, tempo para nos conhecer o suficiente e jogar fora tudo o que nos atrapalha e muita certeza de que, quem escreve nossa história somos nós, a partir de nossas escolhas.

Se acertaremos sempre? Certeza que não, mas errar não é sinal de fracasso nem motivo para desistir. Um ditado chinês diz que um pequeno tropeço pode impedir uma grande queda. Ainda tenho muita coisa a conquistar e tudo é questão de tempo. Aos poucos elas chegarão às minhas mãos, eu só preciso ter paciência para esperar, porque tudo tem hora certa para acontecer.

31
Ago
08

Os homens preferem as loiras?

 

As loiras sempre foram pivôs de diversos assuntos. Elas foram preferência masculina quando Marilyn Monroe provou que os ‘homens preferem as loiras’ na década de 50. Já foram (e ainda são) alvo de piadinhas sobre a ‘suposta’ burrice de todas as donas de madeixas douradas, desde que Gabriel o Pensador lançou o hit “Loira Burra”, e não existe uma sequer que não tenha que agüentar as piadas mais toscas que inventam. Mas, preferências e despeitos à parte, um fato engraçado aconteceu comigo na semana passada e percebi que loira é loira e ponto final.

Estava em Monte Verde com minha equipe de trabalho, dois diretores, eu e o proprietário, para gravação de um especial sobre o distrito mineiro. Numa noite saímos para jantar e um funcionário do comercial do grupo em que trabalhamos chegou à cidade, foi nos procurar no hotel e perguntou para o rapaz da recepção em quantas pessoas a equipe estava hospedada. O mocinho respondeu que havia visto “três pessoas e uma loira”! Claro que depois disso fui alvo de todas as piadas e comentários possíveis, afinal, quem era a loira que acompanhava a equipe? Não era uma pessoa? rs

Para mim foi um elogio. Eu não fui incluída na equipe como “mais uma”, não sou uma pessoa qualquer, eu sou loira, simpática e sorridente! =D Eu chamei a atenção e isso é um bom sinal, se eu fosse uma mulher “sem-gracinha”, seria apenas a quarta pessoa na equipe e não seria destacada!

O fetiche masculino com loiras tem até estudo científico. Publicado no Evolution and Human Behavior em 2006, uma investigação liderada por Peter Frost comprovou que os homens preferem as loiras desde o tempo das cavernas. Na época, o sustento dos humanos provinha, sobretudo, de manadas de mamutes e a caça era muito perigosa resultando na morte de muitos homens. As mulheres ficaram num número muito maior que os machos sobreviventes, o que segundo o pesquisador, implicou numa seleção sexual mais criteriosa e as loiras européias acabaram se destacando na conquista dos poucos homens que existiam.

Mas, verdade comprovada ou não, eu como loira posso afirmar que os homens gostam muito de loiras, sejam elas naturais, falsas, burras ou o que for. Mas o fato de preferirem as loiras não subentende unanimidade. Conheço muitos rapazes que gostam das morenas, das ruivas, das naturais… o que comprava o ditado de que existe gosto para tudo (mau gosto também, fazer o que?! =D).

Como diz minha sábia mãezinha: “O que seria do amarelo, se todos gostassem do vermelho?”

15
Ago
08

Como se tornar uma solteira feliz a partir de hoje! (se você ainda não é!)

Hoje, dia 15 de agosto, é o dia dos solteiros! E nós não temos motivos para ficarmos tristes, afinal é nosso dia (e o dia mais triste para os solteiros é o chato dia 12 de junho, óbvio!).

A palavra solteira não é sinônimo de feiúra, nem de chatice, nem de nada. Se o fosse, garanto que muita gente comprometida estaria largada à rua da amargura nesse momento, comemorando seu dia da forma mais Bridget Jones possível! Para mim estar solteira é algo tão comum (pois nunca estou namorando mesmo e quando estou, não dura mais que ‘dias’), que já vejo o lado bom de estar sempre disponível.

Eu me dou super bem comigo mesma! Sou ótima companhia para os dias em que estou só. Veja só, eu me entendo! Não tenho que ficar explicando para ninguém porque me deu vontade de chorar ou rir sozinha! Não tenho que ficar fazendo D.R.s à toa, por causa de qualquer coisinha. Eu não sou assim. Não sou de ficar discutindo sobre tudo e nem tudo deve ser dito, convenhamos! Por experiência, aprendi a me guardar, a dizer somente o necessário e talvez por ser fechada demais, tenho sempre a ‘opção’ de estar solteira! E se não aparecer uma pessoa que realmente mexa comigo e me faça sentir ’borboletinhas no estômago’, eu prefiro estar só à estar com alguém pra fazer média e mostrar que consigo arrumar namorado, aliás, mentalidade imatura de quem pensa isso! Meu Deus, até o E.T. tem namorada!!!

Eu sou uma pessoa legal, sou inteligente, engraçada, divertida, atenciosa, fiel, culta, bonita, companheira, romântica, discreta, sincera, honesta e… Mas eu também tenho muitos defeitos, o que muitas vezes acaba sendo mais relevante para algumas pessoas. No caso, eu só tenho a lamentar pelos homens que ainda não me conheceram, porque eu seria uma “puta” namorada (sem trocadilho, muito menos sentido ambiguo - ”puta” no sentido de SUPER, =D)! Tá bom, eu seria meio chatinha as vezes, mas só quando fosse contrariada!

Bom, voltando ao ponto de partida, ser solteira não é nenhuma vergonha, nem nenhum defeito. Ser solteira é uma opção, não importa de quem. No caso de pessoas desesperadas por namorar, uma dica: quanto mais você corre atrás de “algo” (namorado), mais “algo” (homens) corre de você… Portanto, deixa a vida te levar… O melhor é curtir o momento e quando você menos esperar uma pessoa especial vai aparecer e você vai perceber que valeu a pena esperar.

Confira uma lista de solteiros ma-ra-vi-lho-sos para você VER que solterísse mal resolvida é encanação besta…

Wentworth Miller

Gerard Butler

 

George Clooney

 

Adam Levine

 

Reinaldo Gianecchinni

Agora, se ainda quiser curtir uma dor de cotovelo, vai aí uma lista de filmes para ver. Uma dica: abasteça-se de muuuuuito chocolate! hehehe

* Hitch – Conselheiro Amoroso

* O Diário de uma paixão

* Desejo e Reparação

* Orgulho e Preconceito

* P.S. I love you

* Simplesmente amor

* A casa do lago

* Um amor para recordar

Para fechar, uma frase de Forrest Gump:

“Minha mãe sempre me dizia: a vida é como uma caixinha de bombons,

nunca se sabe o que vai encontrar”.

11
Ago
08

Imagens de uma guerra recente…

… e ESTÚPIDA!

“Nos bancos de escola, antes de se glorificar nossos heróis do passado por seus feitos em guerra, se deveria dar muito mais ênfase, ao aprendizado da diplomacia, pois é a partir daí que guerras seriam ganhas, sem nenhum derramamento de sangue inocente.”
(Ivan Teorilang)

“O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas de produtos do trabalho humano. A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e, portanto, com o passar do tempo, inteligentes. “
(George Orwell)
“O homem tem que estabelecer um final para a guerra, senão, a guerra estabelecerá um final para a humanidade.”
(John F. Kennedy)
“Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. “
(Blaise Pascal)
Fotos: G1
09
Ago
08

A cara das Olimpíadas

Nunca gostei de competições. Nunca assisti as Olimpíadas e não vejo a menor graça ficar sentada na frente da tevê vendo um monte de atletas que sobem ao palco para celebrar o narcisismo.

Reproduzo aqui um trecho de Rubem Alves que, num artigo publicado hoje pela Folha de S. Paulo, explicou porque não vai assistir as competições: “Numa Olimpíada, nenhum atleta executa sua atividade pelo prazer de executá-la. Cada atleta executa a sua coisa para provar-se o melhor de todos. O prêmio que o atleta recebe por sua perfomance (…) é algo abstrato, fora do corpo, medido por números. O atleta só fica feliz quando a fita métrica ou o relógio dizem que sua marca foi a melhor”.

Mas a Olimpíada tem uma coisa legal, eu particularmente, vou me divertir com as “caras” dos atletas! hehehe

06
Ago
08

Cultura Inútil

24 COISAS QUE VOCÊ NÃO PODE MORRER SEM SABER!!!

 

 

01 – O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 – Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 – Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 – Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos
que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 – Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 – As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 – As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 – O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 – Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 – Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 – Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 – Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 – As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 – O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 – Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 – O ‘quack’ de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 – O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 – É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 – ‘J’ é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 – Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 – Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 – Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 – 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
e a ultima e melhor….
24 – Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este texto tentam lamber o cotovelo.

 

06
Ago
08

Mandamentos do Jornalista

1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º Não verás teu filho crescer.
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais, terás úlcera.
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o China in Box.
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º Tua sanidade mental será posta em xeque antes que completes 5 anos de trabalho.
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.
11º Terás sonhos, com clientes, e não raro, resolveras problemas de trabalho neste período de sono.
12º Exibirás olheiras como troféus de guerra.
13º E, o pior… Inexplicavelmente gostarás de tudo isso…

Bem, isso é o que supõem! rs

Mas eu sei que será diferente, pois quando amamos nossa profissão e a exercemos com prazer, tudo dá certo!

* Fotinha, eu e meu amiguinho Hélio! Saudade!

04
Ago
08

“You Always Learn”

Bom, hoje eu teria muuuuuuita coisa para falar mas estou com preguiça de escrever e já está tarde, preciso me aprontar, hoje é o primeiro dia de aula do segundo semestre que promete!

Estou um pouco eufórica e muito feliz. Há alguns dias eu tive um “blackout”, parei tudo o que estava fazendo, me sentei e comecei a meditar sobre minha vida. Fiz uma retrospectiva emocional de tudo que eu já havia vivido, de todas as atitudes que havia tomado, onde eu havia chegado e o que eu deveria fazer para mudar, melhorar. Cheguei à conclusão de que eu precisaria de uma mudança radical, aliás, eu não precisava mudar, eu precisava “voltar” a ser quem eu era. De alguma forma, havia deixado de ser eu mesma, havia assumido a personalidade de uma cópia desbotada e mal-feita de mim mesma, com muitos erros de programação, como se fosse um clone com “Tilt” !

Eu meditei. Revi meus erros. Encontrei o botão de reset e acreditem, assim como da água para o vinho, eu voltei a ser a Mauren que eu gosto de ser… Uma moça cheia de vida, confiante, inteligente, romântica, companheira, amiga, sensível, engraçada e descobri que eu gosto de ser quem eu sou!

Hoje eu me olho no espelho e digo para mim mesma: “EU POSSO”, e acredito nisso.

Hoje eu destaco minhas qualidades e apesar de ainda ter muitos defeitos, sei que eles não interferem na minha vida ao ponto de me prejudicar.

Hoje eu acordo de manhã e mentalizo um dia melhor que ontem, porque eu sei que serei melhor que ontem.

Hoje eu acredito na força do pensamento positivo e sei que eu “POSSO todas as coisa Naquele que me FORTALECE”!

Hoje eu acredito que nós temos uma vida que é o reflexo daquilo que acreditamos! E eu acredito em mim! Acredito no meu potencial e na minha garra. E sei que esses são os primeiros passos de uma vida repleta de conquistas e coisas maravilhosas!

Quando me amei de verdade

Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

29
Jul
08

Sonhos

Freud explica que o sonho possui um conteúdo onírico de suma importância para compreensão do inconsciente de quem o produz. Alguns dizem que o sonho nada mais é do que uma resposta do nosso inconsciente sobre as atividades e pensamentos do dia anterior, como exemplo, se você pensa muito numa pessoa, consequentemente irá tê-la em seus sonhos. O que não é 100% verdade. Podemos passar o dia todo focando um assunto e a noite termos sonhos nada parecidos. E também podemos ter um dia corriqueiro e normal, e durante o sonho nos deparar com os mesmos acontecimentos do nosso dia.

Foi Sigmund Freud quem deu ao sonho um significado científico, introduzindo-o no campo da Psicologia moderna, que se dedica em desvendar o funcionamento do sono, deixando o sonho para a Psicanálise. De qualquer forma, todo mundo sonha e todo mundo irá ter ou já teve um dia, um sonho que o deixe com uma pulguinha atrás da orelha: “Mas será que tem algum significado?”

Na internet existem milhares de páginas que se dedicam à interpretação dos sonhos. Um prato cheio para quem acredita que sonhar com cobras é mal presságio, pois esta significa traição. Para chegarmos a uma conclusão sobre isso, devemos considerar vários fatores históricos, o que me levaria a escrever um livro, mas no momento só irei falar sobre meus sonhos. Quem sabe uma outra oportunidade eu volto ao assunto.

Tive um sonho intenso. Daqueles que quando a gente acorda não sai da nossa mente. Foram duas partes distintas, com dois acontecimentos diferentes que me chamaram a atenção pela vivacidade. Não parecia sonho. Parecia real…

O primeiro sonho tinha um tigre, que pela segunda vez em menos de uma semana me aparece nos sonhos. Ele não saia do meu lado, era como se fosse um animal de estimação. Estávamos na beira de uma piscina e logo apareceu um homem (que me pareceu o Val Kilmer!! =D). Esse homem queria se aproximar de mim, mas toda vez que tentava, o tigre avançava sobre ele e não permitia uma aproximação. Estava me protegendo dessa pessoa que não tinha cara de bom moço…

O segundo foi mais intenso. Estava numa reunião de família. Uma família que não conheço pessoalmente, nunca os vi, mas no sonho era muito amiga e querida por eles. De repente começou um tumulto. Pessoas cochichavam, outras choravam, outras simplesmente não faziam nada. Me aproximei da matriarca que estava parada junto à porta da casa, uma senhora alta, esguia com aparência suave e semblante triste. Perguntei o que estava acontecendo e ela me disse que seu marido havia falecido, um homem que não cheguei a ver mas conhecia pois quando ela me falou dele, logo me veio à mente a imagem de um senhor também alto e muito gentil pelo qual no sonho, eu nutria grande carinho. Comecei a chorar copiosamente e a senhora me abraçou e chorou comigo. Depois de algum tempo ali, ela me afastou e tirou uma jóia que usava, um broche prata e um colar que lembrava um rosário e disse que queria que eu ficasse com eles. Me despedi (pois estava saindo de viagem, não sei para onde) e deixei a casa sob uma forte chuva. Atravessei uma larga avenida e cheguei do outro lado toda molhada. Acordei…

Talvez os sonhos não signifiquem nada. Talvez sejam apenas sentimentos e emoções que muitas vezes guardamos dentro de nós e chega uma hora, precisamos exteriorizar. O sonho pode ser uma forma de aliviar nossa mente, nosso coração, nossa alma.

Como disse Carl Jung:

O sonho é uma porta estreita, dissimulada no que tem a alma de mais obscuro e de mais íntimo: abre-se sobre a noite original e cósmica que pré-formava a alma muito antes da existência da consciência do eu e que  perpetuará até muito além do que possa alcançar a consciência individual.”

Ainda é um pouco cedo, mas que todos tenham bons sonhos ao dormir…

26
Jul
08

Porque toda mulher merece um dia de beleza

Quase um clube da Luluzinha. Um sábado recheado de muita risada, fofoquinhas e muita conversa fútil, porque não? Um dia só para relaxar, pensar em ficar bonita e esquecer o resto. Toda mulher deveria ter seu dia de beleza, no mínimo uma vez por mês, de preferência toda semana. =D

7 MOTIVOS:

1- Ter um momento somente seu, para relaxar;

2- Poder ler revistas NOVA e Contigo!, mesmo as mais antigas, só para ‘pegar’ alguma coisa;

3- Se sentir bonita e bem cuidada;

4- Receber massagem no couro capilar (e nos ombros, porque a Ari é boazinha! =D);

5- Esquecer do mundo e focar só naquilo que você quer naquele momento, que é ficar mais bonita;

6- Ouvir elogios ao atravessar a rua;

7- E o melhor: descobrir que cauterização em cabelo curto é muito mais barato!

 

 

 

 

 

 

Minha querida amiga e agora ”Hair Stylist“ Ari…

27
Jun
08

Eu gosto mesmo é de gente chata

 

Pensando bem, se fossem escrever algum filme sobre mim eu jamais seria a mocinha da história. Não que não tenha qualidades para a personagem, isso acho que até tenho (ou tento..). Mas o maior problema das heroínas que superlotam os contos mais dramáticos da dramaturgia (ops…) ou da literatura, é que elas são boazinhas demais! Eu não teria sangue de barata para passar uma vida com lágrimas nos olhos, chorando pelos cantos, agüentando traições e depois perdoando o canalha que me fez sofrer. Seria forte sim, como algumas são, mas teria uma pitada de real. Para mim não existem pessoas que são 100%, 24 horas por dia, sempre boas e distintas, sempre com a intenção de ajudar alguém e sem coragem para qualquer “canalicizinha”. Tudo bem, existem pessoas boas, mas bobas não se encontram mais hoje em dia né?! Existe até um ditado muito utilizado que ‘a vida é uma selva, vence quem sabe se defender, lutar com unhas e dentes pela sobrevivência’. O que existe é gente falsa, lobo em pele de cordeiro mesmo. Se faz de bonzinho, te conquista, se faz de coitadinho e quando pode, te esfaqueia pelas costas… Aí você só percebe a covardia quando é tarde demais.

Eu gosto e admiro gente chata. Gente que sabe ser sincera e honesta, sabe ser gentil, verdadeira e sabe até ajudar quando preciso. São pessoas geralmente mal interpretadas, tidas por metidas, arrogantes, mas não fazem nada além do que todo mundo deveria fazer, viver a própria vida. Não se interessam por fofocas de vizinhos e raramente se misturam em rodinhas de happy-hour para falar mal do chefe ou “malhar” algum pobre coitado colega de trabalho. Não estão nem um pouco preocupados em agradar. São o que são e pronto! Quem gosta dessas pessoas, gosta pelo que realmente são e não pelo que interpretam na vida social.

As pessoas chatas são inteligentes e cultas. São diretas e pode ser que algumas vezes sejam maldosas, não pelo prazer de o serem, mas porque possuem uma personalidade forte e marcante. Precisam ser notadas, não só pela chatice que incomoda a opinião pública, mas também pelas conquistas e vitórias que acumulam no decorrer da vida. São batalhadoras e não costumam sonhar, idealizam. Tomam posse daquilo que almejam antes mesmo de possuírem, pois têm o dom de serem confiantes, e confiança é diferente de arrogância. São determinadas e perfeccionistas. São também combatentes corajosos que não desistem no primeiro obstáculo, agüentam até o limite e quando desistem, não é por serem covardes, mas por não estarem nunca a mercê da hipocrisia e desonestidade que assola a nossa sociedade.

Pessoas chatas não precisam andar com os dentes arreganhados para parecem simpáticos (se o são é quase sempre genético). Não precisam de simpatia, eles colecionam admiração de muita gente (mesmo que essas próprias pessoas não admitam). Por serem sempre os mesmos, faça chuva ou faça sol, os chatos são invejados por pessoas que precisam fingir todos os dias. Você encontra no elevador aquela mocinha do andar de baixo que está sempre sorrindo, desejando “bom dias” até para o poste, mas em casa só os familiares sabem o quanto é insuportável e mal-educada. Ela gentil e delicadamente lhe sorri e comenta “como o dia está lindo, como o sol está agradável e as flores? Como estão perfumadas”! O olhar do chato nem precisa de interpretação. Fala por si. Não que não admire as mesmas coisas, só não precisa anunciar a qualquer um aquilo que está sentindo, ou aquilo que o encantou. Ele admira e pronto. Todo sol se põe. Toda flor murcha. Todo dia vira noite… E todos os dias você têm que repetir o quanto se encanta com as criações divinas?

Outra coisa de chato que me atrai é que mesmo tendo opiniões, ele não precisa colocar uma faixa na cabeça e anunciar aos quatro ventos. Ele o guarda para si e na hora certa se precisar, ele elegantemente expões seus pontos de vista. É acima de tudo uma questão de que hoje as pessoas mudam muito fácil de opinião, se baseiam muito pela moda. No Verão são hippies porque leram numa revista “chiquérrima” e antenada que em “New York” todos estão se vestindo assim. Quando chega o inverno, o certo mesmo é ser gótico porque todo mundo está saindo de preto na Europa. Agora, que graça tem você estar sempre igual a todos? O mundo prega a individualidade (principalmente em comerciais de perfume na televisão), mas vive querendo impor uma ditadura a toda sociedade. “A moda desse Verão é cabelo louro-acinzentado”. Mulheres em debandada que não querem ficar fora das tendências, lotam os salões para terem o cabelo da mesma cor. “Essa estação pede ‘retrô’ e listrado”. O resultado: uma multidão nas ruas cheirando a naftalina e parecendo palhaços de circo.

Os chatos não ligam para moda. Querem ser autênticos, originais e se preocupam mais com o que são por dentro do que por fora, não que o cuidado físico seja dispensado, o que não acontece é um alistamento cego à uma ditadura bizarra de ser carne, osso e… só! E é uma qualidade de pessoas que têm ousadia para se destacar de uma remessa de seres humanos com um defeito de fábrica: a mediocridade.

Esses são apenas alguns detalhes que admiro em gente chata e concluo esse texto com um pedido de desculpa aos bonzinhos. Fiquem tranqüilos, o mundo ainda tem lugar para todos. Por enquanto…

Mauren Ribeiro

25
Jun
08

Indiano preso por adotar urso

Indiano Ram Singh Munda

Essa é uma história que me deixou muito triste.

Ram Singh Munda um indiano humilde e sem instrução foi preso essa semana por ter adotado um filhote de urso para ser companheiro da filha de 6 anos que havia perdido a mãe. Alguns ativistas estão protestando e pedindo a libertação de Ram, que segundo seus defendores desconhece que a legislação proíbe a domesticação de animais selvagens. A única intenção do indiano era proporcionar uma companhia para a filha e nunca teve a intenção de comercialização.

O urso foi levado para um zoológico e isolado, se recusa a comer. A filha orfã de mãe e privada da presença do pai, foi encaminhada a um orfanato do estatal.

O que mais me entristeceu foi ver que uma pessoa que provavelmente nunca fez mal à ninguém, está preso por ter adotado e cuidado, pelo que parece, carinhosamente de um pequeno urso orfão e abandonado. Agora, o pobre coitado deve estar numa cadeia em míseras condições de sobrevivência, a filha largada aos cuidados do estado sem a companhia, talvez, da única pessoa que realmente a ame e o urso triste num zoológico. Será que a tristeza aparente do animal não comprova o quanto ele era feliz com a família? É só reparar na foto acima e qualquer pessoa com um mínimo de sentimento poderá notar a alegria do pobrezinho na companhia de um indiano humilde e com aparência sofredora.

Gostaria que uma pergunta me fosse respondida:

Porque a lei deve ser severamente aplicada a alguns, enquanto à outros ela é apenas um detalhe a ser “contornado”?

No Brasil, a nossa eficiente ministra Dilma deve passar a noite em claro bolando com o compadre Lula, qual será a desculpa do dia, diante das acusações de favorecimento na venda da Varig. Ninguém quer provar nada. O povo ouve as desculpas, acredita, defende o “pobre do presidente que só tem inimigos” e vai tomar uma birita para esquecer dos problemas.

Nos EUA, o ainda-presidente Bush, se desdobra para justificar a guerra mais estúpida que o mundo já viu. Não que as outras não foram, mas essa, beira à palhaçada. Querer que todos acreditem que ainda estão lá para defender os direitos democráticos dos civis, é lorota para boi dormir. Bush deve se matar de rir dos trouxas que ainda acreditam e perdem suas vidas, por uma luta que deve garantir mais dinheiro no bolso de alguns figurões.

O que será dessas pessoas? Qual será o destino de muitos traficantes, corruptos e aproveitadores que enganam e matam milhares de pessoas?

A cadeia? Não, são bons demais para se juntarem à ralé de bandidos comuns.

Talvez um cargo menor no Governo. Uma pensão de poucos milhares se conseguirem se aposentar bem ou então, antes de serem demitidos e humilhados, correm renunciar ao cargo e fica tudo bem. “Errou, mas reconheceu”.  

Pensando um pouco, quando não demais, as vezes eu tenho vergonha de ser humana.

Dá vontade de virar purpurina…

 

Espero que Ram Singh Munda seja logo posto em liberdade para cuidar da filha.

20
Jun
08

Lei de Murphy!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy

Lei #4: “Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível”.

Sempre disse que tenho um problema com filas de banco. Detesto filas, detesto bancos e sempre que posso os evito. Hoje, não pude escapar. Estava com muita pressa e precisava descontar um cheque. Passei no banco torcendo para que a fila estivesse pelo menos com poucas pessoas… E olha a minha sorte! Apenas 5 na minha frente. Pelos cálculos: 3 caixas atendendo, 5 pessoas antes… 5 minutos tô fora!!!

 

Aí é que entra a Lei de Murphy…

 

 3 caixas.

Caixa 1 monopolizado pelo guardinha bonitinho.

Caixa 2 entupido de papéis de uma moça com cara de poucos amigos.

Caixa 3 fluindo normalmente. A fila andando. Oba! A próxima sou eu…

Chega então, no lado oposto da fila, uma senhora com cara de 90 anos. Tudo bem, uma só…

Segundos antes de ser atendida, eis que surge uma jovem mãe com uma criança “abacate” (todinho de verde pobrezinho!). Ela me sorri… Eu educadamente sorrio de volta com cara de “fazer o que né”?

Chega mais um idoso, e outro e outro… 6 no total! To falando gente, não é mentira.

E os dois caixas ainda parados… 10 minutos… 15 minutos… 25 minutos… Finalmente a moça de cara feia sai… Ufa!

Então um guardinha que esperava ao lado me pediu só 1 “segundo” para pegar um papel com o caixa. Como eu sou boazinha!!! Passa 1 segundo, 2, 3, 4, 5… chega o amiguinho dele. “É pra você passar mais essas contas aqui”, diz e deixa um malote com o guardinha que na maior cara de pau fica no caixa!

Eu já estava com vontade de gritar. A fila aumentando. Estava com medo de ser atacada, pois todos podiam ver que o problema era comigo! Eu parei a fila! Eu não estava sendo atendida!

E a fila dos “velhinhos” acabou… Então depois de 38 minutos cravados no meu relógio dou dois passos para ser atendida. A caixa se levanta. “Vou ter que sair. Você aguarda por favor”.

Sinto que já estou ficando com cara de “nenhum” amigo. Volto para o começo da fila… Depois de algumas batucadas bem fortes com o pé, o guardinha olha para trás na maior cara de pau. “Só mais um segundo, já estou saindo.” Cínico. Idiota. Aproveitador. Magricela. Meu sorriso é muito falso…

Quando ele desocupa o caixa, 45 minutos depois, sou atendida. E o caixa me diz que não pode me dar em trocados o dinheiro que tenho que dividir entre os alunos da Van, que nos leva para a faculdade.

Vai dizer que não acredita na Lei de Murphy???

 

15
Jun
08

Domingão…

 

Depois de passar o sábado inteirinho e ainda ficar até as 6 da manhã terminando trabalho pra faculdade… nada como acordar à 1 da tarde de domingo, fazer um bolo de maracujá e ler o jornal sossegada!!!

 

Agora vou tomar um cafezinho no vizinho…

 




 

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