<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Fatos e Acasos &#187; Crônicas</title>
	<atom:link href="http://dailychapter7.wordpress.com/category/cronicas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://dailychapter7.wordpress.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 Dec 2009 19:04:05 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='dailychapter7.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/22f3ee5aabee7d337fc1f6eb3dd9d7bf?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Fatos e Acasos &#187; Crônicas</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://dailychapter7.wordpress.com/osd.xml" title="Fatos e Acasos" />
		<item>
		<title>Um breve parecer sobre o amor&#8230;</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/12/16/um-breve-parecer-sobre-o-amor/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/12/16/um-breve-parecer-sobre-o-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 16:47:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=1138</guid>
		<description><![CDATA[Amor:
1- Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.
2- Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa.
3- Inclinação ditada por laços de família.
4- Inclinação sexual forte por outra pessoa.
5- Apego profundo a valor, coisa ou animal: amor à verdade; amor aos animais.
6- Devoção extrema.
7- Objeto do amor.

O Dicionário [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=1138&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><strong>A</strong>mor<strong>:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><strong><em>1</em></strong><em>- Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.</em></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>2</em></strong><em>- Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>3</em></strong><em>- Inclinação ditada por laços de família.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>4</em></strong><em>- Inclinação sexual forte por outra pessoa.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>5</em></strong><em>- Apego profundo a valor, coisa ou animal: <span style="text-decoration:underline;">amor</span> à verdade; <span style="text-decoration:underline;">amor</span> aos animais.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>6</em></strong><em>- Devoção extrema.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>7</em></strong><em>- Objeto do amor.</em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><em>O Dicionário Aurélio descreve o amor de diferentes formas.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Nós humanos também.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em><a href="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2009/12/80764005.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1139" title="80764005" src="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2009/12/80764005.jpg?w=655&#038;h=412" alt="" width="655" height="412" /></a><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">Sempre acreditei em contos de fadas. Claro que não o bastante para ter a absoluta certeza de que todos os amores são eternos e que todos os apaixonados vivem felizes para sempre. Mas eu acredito que o amor está acima das demais coisas, mesmo que muitas vezes ele seja difícil de ser explicado. E eu falo do amor universal que une as pessoas em laços inexplicáveis (ou não), e não apenas do amor romântico que une duas pessoas apaixonadas numa promessa de amor infinito enquanto dure. Para mim o amor não é o frio no estômago, o suor repentino na palma da mão e nem aquele instinto desconhecido de criar fantasias embaraçosas sobre a figura amada e ter a repentina certeza de que jamais viveria sem o objeto desse sentimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Acredito que Camões ao descrever o amor como “<em>fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente, contentamento descontente, dor que desatina sem doer</em>”, conseguiu transpor em palavras aquilo que somente quem sente sabe de verdade o que sente e desvendou um mistério milenar. Desde que o homem se transformou nesse ser racional e emocional, tal qual conhecemos hoje, ele questiona os sentimentos, assim como fez mais uma vez o sábio poeta português que traduz o amor como “<em>um não sei o quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei por que</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Algumas pessoas parecem ter uma intimidade quase física com o amor enquanto outras o observam de longe, sem o tocar, sem falar com ou sobre ele. Aprendi que as diferentes maneiras com a qual o enxergamos não depende de raça, tipo sanguíneo ou qualquer outro estereótipo decodificado. Depende de nossa disponibilidade em aceitá-lo, em deixá-lo fazer parte de nós e não o termos apenas como um sentimento parasita que depende de nossas emoções para sobreviver.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2001, numa de minhas súbitas ‘paixonites’ eu fiquei temporariamente romântica a ponto de escrever sobre o amor que achava que nutria pelo pobre rapaz. Numa pequena observação sobre o sentimento tão incompreendido e ao mesmo tempo tão claro que supunha sentir, cheguei a uma conclusão clichê, porém na época, era a única que podia me permitir. “(&#8230;) <em>mas julgue o amor aquele que não o conheceu. Julgue e justifique-o aquele que não enfrentou cara a cara nosso maior inimigo. Nosso advogado, nosso fiador, nosso assassino e nosso criador. Descreva-o em palavras aquele que pode entender o verdadeiro revelador de nossas vidas. A indescritível e imortal razão desse mundo. Um sentimento abstrato, mas vivo, que mora no coração de todos, mas por todos é incompreendido. Apenas um desconhecido”</em>. Claro que mesmo com meus 20 anos eu não fazia idéia do que era o amor, assim como ainda não o sei hoje e é isso que me impele a escrever sobre ele, pois mesmo sendo o amor um completo forasteiro para mim, tenho por ele um inexplicável respeito e ouso, dentro de meus limites intelectuais, discuti-lo e quem sabe, compreendê-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">A lembrança que me vem à mente quando penso em algo para traduzir a primeira fagulha de entendimento que tive sobre o amor, é uma pequena cena que aconteceu entre meus quatro e cinco anos. Estava sentada na sala assistindo algum desenho animado na tevê, um pequeno trapo de manta na mão &#8211; me recusava a jogá-lo fora &#8211; o dedão da mão esquerda na boca. Uma menininha loira com os cabelos emaranhados de quem acabara de acordar. Sem prestar muita atenção na história, escutava de longe um choro contido e silencioso que vinha da cozinha onde minha mãe sentada numa cadeira à mesa escolhia feijão. Não podia ver, mas hoje posso imaginar que as lágrimas lhe saiam pesadas dos olhos e escorriam pela face antes de cair na superfície lisa de madeira. Imagino que uma grossa lágrima tenha lhe descido pelo nariz e hesitando cair, sustentava-se em uma gota gorda na ponta no momento exato em que com as costas da mão direita tenha impedido o simples gotejar. Não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas me lembro de ter chorado também e foi nesse dia que aprendi a esconder minhas lágrimas como quem esconde uma verdade vergonhosa.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu pai não estava em casa e isso já não era nenhuma novidade, mas naquele momento eu não queria que ele voltasse. Senti um peso dentro do peito como se estivesse vazio e fosse preenchido por um balão de ar que rapidamente tomava todo o espaço. Senti raiva daquele que causara lágrimas nos olhos de minha mãe e minha vontade de protegê-la era algo que estava além de minhas condições físicas ou mentais. Minha fúria de gatinha retratava-se em lágrimas frias e impotentes. O amor que sentia por ela não era descritível, tampouco compreendido na época. Hoje, mais de vinte anos já se passaram dessa manhã estranha. Tudo é mais claro. As lágrimas tiveram respostas, mas o sentimento de incapacidade de minha parte, de protegê-la, ainda me ronda com um pesar vôo sobre minha cabeça, como se todos os meus temores sobre o amor pudessem ser decifrados se eu permitisse que ele se aproximasse de mim por alguns instantes. Minha mãe chorava e a culpa era do amor. Do amor que sentia pelo marido que a traíra, que a humilhara. Então como permitir que esse inimigo pudesse se achegar? O máximo que poderia lhe permitir era essa aproximação fraterna que no momento já havia se quebrado em duas partes, mas com isso eu ainda podia lidar. E foi o lado fácil da questão, equalizar um sentimento que nem me fazia muito sentido, tão impalpável quanto meu entendimento sobre vida. Minha mãe era minha segurança, a pessoa que estava comigo em todos os momentos, o alicerce que firmava minha existência cambaleante no mundo e mesmo sem me cobrar nada, tudo o que eu podia lhe dar em troca era a cumplicidade em um amor sem medidas, pois como já dizia Shakespeare, ‘<em>é um amor pobre aquele que se pode medir</em>’. Mesmo assim, posso afirmar que não chega perto do amor que ela tem pelos filhos, até aqueles que não saíram de seu ventre, mas contar sua vida daria um livro, portanto abrevio-me em relatar apenas que a minha mãe renunciou a própria vida para servir aos filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é difícil perceber a banalização do amor nos dias de hoje. Todo mundo ama todo mundo de maneira simples e a complicação que antes dera tanto assunto aos poetas, hoje é desvendada em Verdana numa página preta, num blog qualquer, com declarações quase suicidas de amor pela manhã e um carta de maldições no final da tarde depois de encontrar um recado meloso do amado em página de Orkut alheia. O sentimento outrora perpetuado por amantes, decifrado por românticos, questionado por céticos, hoje é um elemento descartável nas mãos de qualquer um. Quando Mário Quintana um dia deixou escapar entre amigos o quanto ‘<em>a vida era breve diante de seus olhos, mas o amor lhe era mais breve ainda’</em>, ele não podia imaginar que o quão breve o amor se tornaria e me arrisco a palpitar que se ainda fosse vivo, seria capaz de dizer que de tão breve o amor se tornou indispensável para uma vida mais breve ainda. Claro que são conotações subjetivas e falo do amor tal qual o conheço. Não sou estudiosa do caso e nem pretendo me aprofundar em conhecimentos sobre o amor de forma científica, pretendo apenas compreendê-lo até o ponto de não me ser mais preciso questioná-lo para permitir que seja um complemento bem vindo em minha vida. Esclarecendo que não sou uma pessoa com coração de mármore, posso garantir até que tenho muito amor dentro de mim, apenas não sei se o canalizo de forma correta.</p>
<p style="text-align:justify;">Existe em mim o amor pela minha família que é tão transparente e, da mesma forma tão incerto e predisposto a vendavais como o vento. Sentimentos que ao longo de muitos anos foram sendo jogados dentro de mim sem nenhum tipo de seleção, sem nenhuma precaução, apenas amontoados de forma irregular. Aos poucos eu vou tentando organizá-los, mantendo o que me faz bem, descartando o que me é maléfico. Mas não é difícil me deparar com uma crise de ansiedade e o que levei anos para arrumar, vai em segundos espalhando-se por todos os lados. Rasgando, partindo ao meio, se misturando sem controle. Quando tudo passa, fica no peito a sensação de desconforto, de amor e vazio, feridas que se abriram, contusões que voltaram a mostrar a marca roxa e dolorida de uma batida antiga. Um amor que mesmo sendo forte o bastante para sobreviver, é como um velho resmungão que nunca esquece os momentos ruins que viveu e constantemente volta ao assunto com quem lhe dá conversa. O amor pela família é mais complexo, porém o mais genuíno de todos os sentimentos. Ele chega sem pedir permissão, é parte de nós desde que chegamos ao mundo e por isso é tão rebelde, pois não vê o livre arbítrio como uma alternativa. Já conheci pessoas que diziam não amar suas famílias, mas falando por mim, essa é a visão que tenho do amor fraternal que é o único que nunca morre.</p>
<p style="text-align:justify;">O amor próprio a meu ver é o mais difícil de descrever. Falta-me modéstia para expor um sentimento tão pessoal e relativo. Como me vejo? Como me projeto na vida? Qual é a real opinião que sobre mim? Todos nós temos receio em falar de nós mesmos, pois a sociedade criou um conceito de que nossa idéia sobre nós pode ser supervalorizada e o que vale é sempre a opinião alheia. Pelo menos é esse o conceito que tenho e acredito que seja uma opinião compartilhada por muitos. Às vezes nos preocupamos tanto com o que outras pessoas pensam a nosso respeito que nos esquecemos que nem toda opinião importa. Para quê saber o que ‘fulano’ achou de seu cabelo, se está ou não bonito hoje? Porque se preocupar com o comentário de ‘beltrano’ sobre o trabalho que apresentou? O que isso iria mudar? Absolutamente nada! Poderia apenas nos causar um desconforto inútil, uma vez que é impossível agradar a todos. E quem é realmente capaz de julgar a si mesmo de forma mais justa possível? O amor próprio é um pouco como isso. Eu vejo que não me sobra amor por mim, não carrego um sobrepeso nas costas com excesso de bagagem de amor próprio, mas também não ando vazia e desestruturada desse sentimento. Acredito que esse amor é uma forma de auto-reconhecimento, de valorização. Não sou melhor que ninguém, mas também não sou pior. Sou igual, mesmo que muitas vezes não haja o equilíbrio necessário em todas as bases, somos humanos e, como tal, temos aquele calo defeituoso em nosso gene pesando sempre para o conveniente. A conclusão que posso alcançar sobre o amor próprio não pode ser convincente nem para mim, o vejo como uma faca de dois gumes que pode lhe trazer benefícios, mas também pode lhe destruir. É preciso buscar o equilíbrio constante. Amor demais sufoca, amor de menos desalenta a alma.</p>
<p style="text-align:justify;">E o amor romântico que une tantos apaixonados pelo mundo? Como descrevê-lo? Às vezes um amor irracional, amor descontrolado e devastador como um tornado que passa às pressas em nossas vidas. Às vezes um amor benéfico e tranqüilo que perdura anos e anos sob a mesma intensidade que começou. O amor narrado nos livros e no cinema, nas histórias de amor que se tornaram trágicas ou invejadas, pode ser considerado o pote de ouro no fim de todo arco-íris, conta-se sobre, mas nunca ninguém foi capaz de encontrar. Tantas histórias foram criadas para o amor, por ele, tantas tragédias já foram cometidas e tantas paixões condenadas contradizendo a essência principal de todo romance que é o amor em si, não como um elo entre dois amantes, mas como destino, como fundição incorpórea. As mais belas histórias de amor que serão contadas de geração a geração são tragédias cultuadas como o clássico dos clássicos <em>Romeu e Julieta</em> de William Shakespeare ou para mim, um clássico mais recente como a história criada em <em>Reparação</em> do inglês Ian McEwan, um amor interrompido no início, mas que teve forças para sobreviver e tornar numa história inesquecível. Histórias que se acontecem na vida real, não chegam a ser relevantes para outros que não próprios os protagonistas. A não ser que sejam retratados em livros ou filmes.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso de comédias românticas, o cinema está cheio delas. Milhares e milhares de pessoas se inspiram no acaso para encontrar o amor de suas vidas. Todos querem uma história romântica como aconteceu nas telonas com <em>Bridget Jones</em>, uma heroína desajeitada e fora dos padrões midiáticos que conheceu sua outra metade na pele de um homem bonito, charmoso, inteligente, rico, cavalheiro&#8230; Enfim, perfeito. E com ele foi feliz para sempre (até onde sabemos!). Os próprios autores revelam que são histórias criadas por uma mente fértil e muito pensante e que esperar um romance de filme é esperar a morte sentada na poltrona da sala, assistindo programas de auditório na tevê em companhia de um bichano gordo e amarelo. Ao mesmo tempo em que recriam o amor numa paisagem florida com fundo musical suave, apunhalam o romance no mesmo instante em que desmentem a possibilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem é que garante que um amor não pode nascer de uma rápida troca de olhares na fila do cinema? Não que eu seja romântica o bastante para acreditar em amor à primeira vista, mas dizer que um romance cinematográfico é impossível de acontecer com pessoas comuns, é o mesmo que afirmar que o amor é um estado de espírito previsível e calculado. O amor não é agendado, não chega com roteiro pronto e muito menos acontece quando a gente quer. Não sou cética a ponto de duvidar de todo sentimento que une dois amantes no amor, mas também não sou tola em acreditar na versão cor-de-rosa de muitos romances. Todo amor é possível e citando Fernando Pessoa ‘<em>tudo vale a pena se a alma não é pequena</em>’.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o amor está além de ser apenas uma paixão que une duas pessoas, um sentimento de laço indestrutível que une uma família ou aquele entendimento que se tem de si próprio a ponto de acreditar o resto é gentalha. O sentimento que causa tanto questionamento e que ao mesmo tempo é tão bem entendido por todos que o conhecem é um sócio vitalício de nosso coração. Uma extensão quase palpável do órgão responsável por nossos sentimentos e emoções. E quem irá negar que quando sofremos de amor, a dor pode ser tão oca e fria que chega a espremer nosso peito? Dessa dor figuramos os cacos de nosso sofrimento e damos a ele uma existência física. E o amor é tudo isso. Uma dor, um frio no estômago, um suor repentino na palma da mão, uma lágrima muda e carregada que se perde no nada. Não há explicação para traduzi-lo, ainda não criaram uma palavra capaz de interpretá-lo. Mas todos que o sentem, todos os que o conhecem sabem que nada disso é preciso. Senti-lo é mais que respondê-lo, é vivê-lo!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>by</strong> mauren ribeiro</p>
Posted in Crônicas  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/1138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/1138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/1138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/1138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/1138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/1138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/1138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/1138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/1138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/1138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=1138&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/12/16/um-breve-parecer-sobre-o-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2009/12/80764005.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">80764005</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Paradoxo do nosso tempo</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/04/30/paradoxo-do-nosso-tempo/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/04/30/paradoxo-do-nosso-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 17:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/2009/04/30/paradoxo-do-nosso-tempo/</guid>
		<description><![CDATA[Recebi esse texto por e-mail e achei muito bom! Vale a pena perder uns minutinhos, não apenas para ler, mas refletir sobre o assunto!
&#8220;Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais.
Perdemos tempo demais em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=1098&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Recebi esse texto por e-mail e achei muito bom! Vale a pena perder uns minutinhos, não apenas para ler, mas refletir sobre o assunto!</em></p>
<p>&#8220;Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.<br />
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.<br />
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais.<br />
Perdemos tempo demais em relações virtuais,<br />
e raramente estamos com Deus.<br />
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.<br />
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;<br />
adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.<br />
Fomos e voltamos à Lua,<br />
mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.<br />
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. </p>
<p>Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.<br />
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,<br />
mas não nosso preconceito;<br />
escrevemos mais, mas aprendemos menos;<br />
planejamos mais, mas realizamos menos.<br />
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.<br />
Construímos mais computadores para armazenar mais informação,<br />
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.</p>
<p>Estamos na era do &#8216;fast-food&#8217; e da digestão lenta;<br />
do homem grande, de caráter pequeno;<br />
lucros acentuados e relações vazias.</p>
<p>Essa é a era de dois empregos, vários divórcios,<br />
casas chiques e lares despedaçados.<br />
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,<br />
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas &#8216;mágicas&#8217;.<br />
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.</p>
<p>Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,<br />
pois elas não estarão aqui para sempre.</p>
<p>Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais,<br />
num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.</p>
<p>Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ às pessoas que ama,<br />
mas, em primeiro lugar, se ame.<br />
Um beijo e um abraço curam a dor quando vêm lá de dentro.<br />
Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos,<br />
a pessoa que lhe ama, e, aquelas que estão sempre ao seu lado.&#8221;</p>
Posted in Cotidiano, Crônicas  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/1098/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=1098&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/04/30/paradoxo-do-nosso-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ano novo, vida nova&#8230;</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/01/02/ano-novo-vida-nova/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/01/02/ano-novo-vida-nova/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 16:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas e Poesias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=923</guid>
		<description><![CDATA[ 
&#8220;Chega de ficar quebrando a cara
com os velhos erros de sempre.
Quero cometer erros novos,
passar por apertos diferentes,
experimentar situações desconhecidas,
sair da rotina e do lugar comum.
Esse ano eu preciso crescer.
Chega de saber a saída
e ficar parado na porta,
ensaiando os passos
sem nunca entrar na estrada,
esperando que me venha
o que eu mais preciso encontrar.
Esse ano, se eu tiver [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=923&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-928" title="girl_m" src="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2009/01/girl_m.jpg?w=345&#038;h=608" alt="girl_m" width="345" height="608" /> </p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:BaskervilleOldFacDEE;"><span style="color:#c0c0c0;">&#8220;Chega de ficar quebrando a cara<br />
com os velhos erros de sempre.<br />
Quero cometer erros novos,<br />
passar por apertos diferentes,<br />
experimentar situações desconhecidas,<br />
sair da rotina e do lugar comum.<br />
Esse ano eu preciso crescer.<br />
Chega de saber a saída<br />
e ficar parado na porta,<br />
ensaiando os passos<br />
sem nunca entrar na estrada,<br />
esperando que me venha<br />
o que eu mais preciso encontrar.<br />
Esse ano, se eu tiver que sofrer,<br />
será por sofrimentos reais,<br />
nunca mais por males imaginários,<br />
preocupado com coisas<br />
que jamais acontecerão.<br />
Chega de planejar o futuro<br />
e tropeçar no presente.<br />
Chega de pensar demais e fazer de menos.<br />
Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.<br />
Chega de corpo dizer sim e a cabeça não.<br />
Chega desses intermináveis conflitos que<br />
me fazem adiar para nunca a minha decisão.<br />
Este ano eu vou viver&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#d3a77b;font-family:BaskervilleOldFacDEE;"><strong><span style="color:#c0c0c0;">Vinícius de Moraes</span></strong></span></p>
Posted in Crônicas, Poemas e Poesias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/923/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/923/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/923/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/923/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/923/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/923/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/923/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/923/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/923/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/923/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=923&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2009/01/02/ano-novo-vida-nova/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2009/01/girl_m.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">girl_m</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A princesa e o sapo</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/11/14/782/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/11/14/782/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 02:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/2008/11/14/782/</guid>
		<description><![CDATA[


Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,
independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e
pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as
conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então,a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um
príncipe muito bonito. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=782&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/11/mar_25_07.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-781" title="mar_25_07" src="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/11/mar_25_07.jpg?w=400&#038;h=540" alt="mar_25_07" width="400" height="540" /></a></p>
<div><em><span style="color:#008400;"><span style="font-size:small;"></span></span></em></div>
<p><em><span style="color:#008400;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><em><span style="color:#ccffcc;">Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,<br />
independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e<br />
pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as<br />
conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.<br />
Então,a rã pulou para o seu colo e disse:<br />
- Linda princesa, eu já fui um<br />
príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me<br />
nesta rã asquerosa.<br />
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo<br />
num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.<br />
A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar,<br />
lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para<br />
sempre&#8230;<br />
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,<br />
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a<br />
princesa sorria e pensava: Nem Fudendo!</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="color:#ccffcc;"><br />
<strong>(Luís Fernando Veríssimo)</strong></span></em></p>
<p> </p>
<p></span></span></span></em></p>
Posted in Crônicas  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/782/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=782&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/11/14/782/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/11/mar_25_07.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">mar_25_07</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Férias que cansam&#8230;</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/07/16/ferias-que-cansam/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/07/16/ferias-que-cansam/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 16:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=157</guid>
		<description><![CDATA[Antes de chegar o mês de julho, tudo o que eu mais queria, era que chegasse o mês de julho.
Férias, descanso, cabeça-fria&#8230; Tinha planos de não me preocupar com nada, de não ver TV, de não acessar a internet, de não ter nem celular&#8230; Mas a gente faz um plano, a vida nos dá outro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=157&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Antes de chegar o mês de julho, tudo o que eu mais queria, era que chegasse o mês de julho.</p>
<p>Férias, descanso, cabeça-fria&#8230; Tinha planos de não me preocupar com nada, de não ver TV, de não acessar a internet, de não ter nem celular&#8230; Mas a gente faz um plano, a vida nos dá outro roteiro.</p>
<p>Mesmo antes de ter início minhas férias, eu já sentia que as coisas não seriam bem da forma como planejei. Pelo menos eu teria que manter meu celular. Acessar esporadicamente a internet. A Tv foi mesmo dispensável, o problema é que a gente acaba se sentindo um pouco fora de órbita, um peixe fora d&#8217;água, uma borboleta num aquário.</p>
<p>Já se passaram 15 dias e tudo o que eu tenho feito é me cansar, me estressar, me irritar e minha ansiedade essa semana já bateu recordes históricos. Estou uma pilha de nervos. Com vontade de sair gritando, falando verdades e inverdades a qualquer um, a quem quiser ouvir&#8230;</p>
<p>Tem horas que penso tanto, que fico enlatando idiotices na minha cabeça. Perco o sono, faço planos, escrevo estratégias, canto, relaxo, ouço música erudita para acalmar e nada&#8230; Quando abro os olhos, aquela imagem deturpada e grotesca, que nem saberia descrever, está ali na minha fuça, me encarando&#8230; rindo de mim maquiavélicamente. Aí eu choro&#8230; Me sinto pequena e frágil num mundo de titãs. Vou e volto com minha mente, passado, presente e futuro fundidos numa única fração de segundos confusos.</p>
<p>Tento afastar tudo de mim. Tento acreditar que é uma febre passageira. Uma alucinação imatura e infantil. Jogo as cartas na mesa e tento vencer, mas meu oponente não está nem aí em ganhar ou perder, não tem cartas limpas nem marcadas. Não quer se gabar de me vencer numa simples cartada. Quer me vencer na escuridão, onde meus olhos não enxergam nada. Quer ter vantagem na minha fraqueza e eu sei que a conhece bem&#8230;</p>
<p>Minha fraqueza são meus olhos&#8230; Não apenas os que podem ver a luz do dia, mas aqueles que conhecem o meu interior. Os olhos da minha alma que vêem bem o que me fere e o que me aflige. A partir de então, eu me recordo de uma frase que diz: &#8220;É quando estou fraco que sou forte&#8221;!</p>
<p>Abro os olhos e encaro o medo, a solidão, a incerteza&#8230; Não tenho forças o suficiente para afastar aqueles olhos frios de cima de mim, mas sei que com a coragem que encontro dentro de mim, aqueles olhos não farão nada além de me encarar.</p>
<p>Eu sei que sou forte. Eu me conheço o bastante para ter certeza de tudo o que eu posso ou não, e eu posso MUITO!</p>
<p>Não sou e nunca serei perfeita, mas na minha imperfeição, eu vou trilhando um caminho de conquistas, de ideais, de sonhos, porque não?! Vou levando um pouco de mim àqueles que precisam de um ombro, de uma companhia, de um simples sorriso&#8230;</p>
<p>Nesses dias pude perceber o quanto a gente faz falta na vida de muita gente e como tanta gente que faz parte de nossa história, nos faz falta no dia a dia rotineiro. São pessoas de nossa família, amigos que não vemos há tempos e indiferentes, acreditamos que não fazemos falta. Mas a falta não é a ausência física, a falta é incerteza de tudo. Incerteza de amizade, de carinho, de cumplicidade. E quando tudo volta a ser como antes, a recompensa é a certeza de que ainda existe um laço forte, que pode ser eterno&#8230; Mesmo quando temos ciência de que nada é para sempre e que o nos parece eterno hoje, pode acabar amanhã.</p>
<p>Minhas férias estão no fim. Aqui, mais dois dias cronometrados. Depois, não sei o que o futuro me reserva. Espero, torço, anseio para que venham coisas boas e se depender de mim, o amanhã estará apenas começando&#8230; num ritmo e numa coloração diferente! Já escolhi a cor e a trilha sonora. Se não combinar, eu corro para o estoque e faço uma nova paisagem, porque a minha vida, quem escreve sou eu!</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/157/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/157/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/157/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=157&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/07/16/ferias-que-cansam/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Brasileiro&#8230;</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/06/17/brasileiro/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/06/17/brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 19:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=127</guid>
		<description><![CDATA[ 
- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. 
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; 
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=127&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Aceitar que ONG&#8217;s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.<br />
É coisa de gente otária. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão. </span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.<br />
Brasileiro tem um sério problema.<br />
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.</p>
<p>Brasileiro é vagabundo por excelência.<br />
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que  ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Um povo que se conforma em receber uma esmola  do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Já foi. Hoje é uma qualidade em baixa.<br />
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.<br />
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.</p>
<p>Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.<br />
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.<br />
Hoje a realidade é diferente.<br />
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como &#8216;aviãozinho&#8217; do tráfico para ganhar uma grana legal.<br />
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.<br />
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.</p>
<p> - O Brasil é um pais democrático. Mentira.</p>
<p>Num país democrático a vontade da maioria é Lei. <br />
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.<br />
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.<br />
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).<br />
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;"><br />
Democracia isso?  Pense !</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">O famoso jeitinho brasileiro.<br />
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.<br />
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.<br />
Faz um &#8216;gato&#8217; puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto&#8230; malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?<br />
Afinal somos penta campeões do mundo né?<br />
Grande coisa&#8230;</span></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.<br />
Dessa vergonha eles se safaram&#8230;<br />
Brasil, o país do futuro!?<br />
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.</p>
<p>Deus é brasileiro.<br />
Puxa, essa eu não vou nem comentar&#8230;</p>
<p>O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;">Para finalizar tiro minha conclusão: </span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:10pt;color:#ccecff;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.<br />
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.<br />
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.<br />
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!</p>
<p><strong>Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim? </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong></strong></p>
<p><span style="color:#99ccff;">Arnaldo Jabor</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/127/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/127/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=127&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/06/17/brasileiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Idiotice é vital para a felicidade</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/26/idiotice-e-vital-para-a-felicidade/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/26/idiotice-e-vital-para-a-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 05:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=57</guid>
		<description><![CDATA[
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=57&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://www.matta.blogger.com.br/austinpowers.jpg" alt="austin power" width="400" height="472" /></p>
<p>Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.</p>
<p>No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.</p>
<p>Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.</p>
<p>Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?</p>
<p>hahahahahahahahaha!…</p>
<p>Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?</p>
<p>É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?</p>
<p>Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.</p>
<p>Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa.</p>
<p>Dura, densa, e bem ruim.</p>
<p>Brincar é legal. Entendeu?</p>
<p>Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.</p>
<p>Pule corda!</p>
<p>Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.</p>
<p>Ser adulto não é perder os prazeres da vida &#8211; e esse é o único “não” realmente aceitável.</p>
<p>Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.</p>
<p>Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:<br />
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir…</p>
<p>Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!</p>
<p>Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?</p>
<p>A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!</p>
<p><em>Arnaldo Jabor</em></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=57&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/26/idiotice-e-vital-para-a-felicidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.matta.blogger.com.br/austinpowers.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">austin power</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os amáveis assaltantes&#8230;</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/os-amaveis-assaltantes/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/os-amaveis-assaltantes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 May 2008 04:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=52</guid>
		<description><![CDATA[
Gostaria de abrir esta coluna como se fosse janela e anunciar a povos e povas:
- Tudo bem. Tudo bem meeeesmo.
Mas para isto era necessário adotar o calendário maçom do Rito Escocês Antigo, que acrescenta quatro mil anos ao ano corrente da era cristã. Quer dizer: em 5980, quem ousaria dizer que tudo no Brasil não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=52&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:center;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;"><img class="aligncenter" src="http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/cabeca.gif" alt="assaltado" width="418" height="376" /></span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Gostaria de abrir esta coluna como se fosse janela e anunciar a povos e povas:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Tudo bem. Tudo bem meeeesmo.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Mas para isto era necessário adotar o calendário maçom do Rito Escocês Antigo, que acrescenta quatro mil anos ao ano corrente da era cristã. Quer dizer: em 5980, quem ousaria dizer que tudo no Brasil não vai maravilhosamente bem? A inflação debelada, o País exportando produtos finíssimos para a velha Europa e a velha Ásia, os Estados Unidos de cartola na mão suplicando empréstimo ao BNDE, a União Soviética suplicando a nossa tecnologia, um excelentíssimo presidente da República escolhido pelo povo e proclamado, por esse mesmo povo, Sublime Cavaleiro Eleito, Príncipe do Sol, Venerável grão-Mestre Arquiteto e outros amavios que tais. Pudera: povo satisfeito, de barriga cheia e roupa limpa, preparando para toda sorte de trabalho e papando boa remuneração. Tudo isso por aí cultivado como deve e merece ser, isto é, sem agressão à natureza, alegria reinando, ordem justa e aceita geralmente, todos os poderes funcionando em benefício da coletividade e do indivíduo, salvo o Poder Maligno, extinto para todo o sempre&#8230;. Tudo bem! neste Elul, que é como os velhos escoceses do rito maçônico designavam o mês de agosto, que poderíamos chamar mês de gosto, se de gosto não fosse o ano inteiro, a vida inteira, nesse Brasil do futuro, que um dia chegará.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Por enquanto, neste agosto de 1980, meu “tudo bem” é muito relativo. João Brandão, que acabou de pronunciar a frase a meu lado, acrescentou:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Até este momento, e são três horas da tarde, ainda não fui assaltado, compre o <em>Pasquim</em> na banca da esquina e a banca não fora destruída por explosão, de sorte que: tudo bem.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Recomendei-lhe que tivesse cuidado e não falasse tão alto, pois três horas da tarde não são o fecho do dia, e muitos acontecimentos irregulares se praticam depois dessa hora. Há mesmo horários especiais para certas atividades, que se situam na faixa vespertina ou noturna.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Não o aconselhei a ir direto para casa, a título de medida de segurança, porque a casa nem sempre deve ser considerada asilo inviolável do cidadão. Ainda na semana passada, o meu amigo Procópio ia entrar em seu apartamento e teve dificuldade de girar a chave na fechadura. Tocou a campainha, e uma voz lá dentro, voz desconhecida, perguntou:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Quem é?</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- O dono da casa.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Um momento, por gentileza.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Passados três momentos, e não um, a porta abriu-se e Procópio viu-se diante de um desconhecido, que o interrogou:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Então o senhor é mesmo o dono da casa?</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Sim senhor.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Pois entre e não repare na desarrumação. Estamos fazendo uma limpeza. Depois botamos tudo no lugar.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Tudo<span>  </span>mesmo?</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Quer dizer: os móveis, os objetos de grande porte. Vamos levar só o que nos interessa. Esteja à vontade.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Eram três, indicaram-lhe uma poltrona e pareciam dispostos a conversar para passar o tempo.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Nada mau o seu uísque, doutor. Tome um copo, sirva-se.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Procópio não viu nenhuma arma apontada para ele, nenhum ar de ameaça. E queriam conversar. Sobre <em>All That Jazz</em> (“Já viu, doutor? vale a pena”), as próximas eleições americanas, mostrando-se muito exigentes quanto a Carter e a Reagan, (“nenhum dos dois merece o lugar”), a minissaia, que ameaça voltar quando o melhor seria o vestido bem longo (“para fazer a gente sentir saudades do corpo feminino”), e outros e outros assuntos. Pareciam dispostos a demorar, ou &#8211; quem sabe? &#8211; a morar junto com o dono da casa.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Às oito horas um consultou o relógio:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Vamos embora. Deixemos este cavalheiro descansar, enquanto nós saímos para outro serviço.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Despediram-se cortesmente, e um observou:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Viu que não trouxemos armas? Como na Inglaterra.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">O segundo:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">- Prazer em conhecê-lo. O senhor é realmente um homem fino.</span></span></p>
<p class="EC_MsoBodyText" style="text-indent:1cm;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Procópio ia agradecer, mas parou o tempo. Daí a pouco seria capaz de dizer: “Encantado. Voltem um dia desses”.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">Saíram com o pacote bem-feito e sumiram na noite.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#ffffff;">João Brandão ouviu a história e comentou:</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-family:Arial;">- Pois é. Tudo bem. Quando o assaltante é educado, nem se pode dizer que é assaltante. É visita.</span></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-indent:1cm;text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;"> </span></span></p>
<p><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:10pt;">Carlos Drummond de Andrade</span><br />
</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/52/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/52/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=52&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/os-amaveis-assaltantes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/cabeca.gif" medium="image">
			<media:title type="html">assaltado</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>No tempo da minha avó</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/no-tempo-da-minha-avo/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/no-tempo-da-minha-avo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 May 2008 04:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=49</guid>
		<description><![CDATA[
 Minha mãe sempre diz frases do tipo moralista e depois acrescenta a autoria ”como dizia minha mãe”. Na última vez que ouvi isso, fiquei imaginando se daqui alguns anos, se eu tiver filhos, serei capaz de me lembrar desses ditos populares, para numa ocasião oportuna, lançar uma frase do tipo: “Deus ajuda quem cedo madruga” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=49&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/05/apresentacao1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-50" src="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/05/apresentacao1.jpg?w=453&#038;h=288" alt="" width="453" height="288" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Minha mãe sempre diz frases do tipo moralista e depois acrescenta a autoria ”como dizia minha mãe”. Na última vez que ouvi isso, fiquei imaginando se daqui alguns anos, se eu tiver filhos, serei capaz de me lembrar desses ditos populares, para numa ocasião oportuna, lançar uma frase do tipo: “Deus ajuda quem cedo madruga” ou ainda ”antes de casar sara”, e para mim a melhor, “o que não mata, engorda”, e acrescentar a autoria “como dizia minha mãe”, ou melhor, “como minha mãe dizia, que dizia sua mãe”. Em ultimo caso, poderei dizer “como dizia a minha avó, segundo minha mãe”, porque não tive oportunidade de ouvir diretamente dela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Uma coisa que me intriga, é pensar na força que os ditos populares tinham na época da minha avó. Esses ditados eram levados muito a sério. Dizê-los impunha uma postura de quem havia herdado uma sabedoria ancestral e incontestável. Nos dias de hoje, não é raro ouvirmos algumas frases mais conhecidas, mas afirmar que o significado delas esteja correto é meio duvidoso. É quase que um vício deixar escapar um ‘ditadinho’ para tentar algum efeito. Você está numa conversa empolgada com uma amiga sobre o namorado bonitão da outra amiga que a traiu e deixou todo mundo espantado, devido sua postura de rapaz sério. De repente o assunto se esgota e vocês não têm mais o que dizer&#8230; É fácil soltar uma frase do tipo: É amiga, “nem tudo que reluz é ouro”!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Lembro-me até hoje do dia em que terminei meu namoro. Foi há três anos. Passei dias amuada, invejando as belas e amadas mocinhas dos filmes da Sessão da Tarde e chorando pelos cantos. Minha mãe tentando me animar. Acho que foi o período em que me apaixonei pelos ditados (minha mãe sempre soube usá-los na hora certa). Se não comia, ouvia: “saco vazio não pára em pé” e me obrigava a engolir um ‘Miojo’ aguado. Se chorava e lamentava da minha infelicidade momentânea, ela me lembrava que “não há mal que perdure, nem dor que não se cure”, e claro me contava histórias e mais histórias de casos parecidos e que terminavam sempre com um final feliz. Nas horas do conselho materno, (sabedoria que não deve ser ignorada), sempre gostei de ouvir que “Deus escreve certo por linhas tortas”. E claro que nos momentos de raiva, em que me reservava para maldizer o inútil do meu ex, eu me encantei por uma frase em especial: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Não que eu desejasse que ele se desse mal, mas está aí um ditado que não me deixa mentir, “aqui se faz, aqui se paga”. Mas sei lá, acho que nesse caso, o ditado furou. Ele está muito bem, obrigada. Hoje nem sei por que me dei ao trabalho de guardar “luto” por tanto tempo. Ele era do tipo “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, como dizia minha mãe, segundo sua mãe costumava dizer.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas o importante é saber que no tempo da minha avó, os ditados tinham uma força ética e moral inviolável. Hoje nós conhecemos, respeitamos e até nos arriscamos a soltar algumas frases mais conhecidas. O problema é que, nos esquecemos fácil de seus significados, e dizer por dizer pode sair feio, por isso, costumo afirmar que “em boca fechada não entra mosca” e “falar é prata, calar é ouro”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mauren Ribeiro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/49/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/49/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=49&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/05/08/no-tempo-da-minha-avo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://dailychapter7.files.wordpress.com/2008/05/apresentacao1.jpg?w=300" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>As mil faces dos chatos fundamentais</title>
		<link>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/04/25/24/</link>
		<comments>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/04/25/24/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 04:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauren Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dailychapter7.wordpress.com/?p=24</guid>
		<description><![CDATA[
 
O chato é antes de tudo um forte&#8221; foi o título de um artigo meu, que abriu polêmica entre chatos e não-chatos. Todos têm medo de sê-lo &#8211; inclusive eu. A descoberta básica de minhas pesquisas é que o chato se sabe como tal, mas é movido pela esperança obstinada de um dia se livrar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=24&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><span style="color:#ffcc99;"><img style="vertical-align:top;" src="http://www.brunopinheiro.com.br/blog/uploaded_images/ze03-738041.jpeg" alt="Chato" width="365" height="400" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p><span style="color:#999999;">O chato é antes de tudo um forte&#8221; foi o título de um artigo meu, que abriu polêmica entre chatos e não-chatos. Todos têm medo de sê-lo &#8211; inclusive eu. A descoberta básica de minhas pesquisas é que o chato se sabe como tal, mas é movido pela esperança obstinada de um dia se livrar dessa pecha e ser aceito. Nesta utopia ele se gasta e chateia todo o mundo.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Continuo a achar que o chato crônico é, antes de tudo, um carente. Ele precisa de você para viver: sozinho, ele definha como um vampiro anêmico. Há muitos tipos de chatos, sendo o mais famoso, o fundador da estirpe, o célebre chato-de-galochas, cujo nome provém do sujeito que calçava as galochas e saía de casa com chuva torrencial para atormentar alguém em domicílio. Hoje seria o chato on delivery .</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Chatos, os há em abundância, como escreveria um chato. Há o sádico, o falador, o masoquista, o chato do elevador, do aeroporto (no aeroporto eles florescem&#8230; Naqueles halls que te aprisionam na espera do avião é onde eles te supõem mais indefeso e tolerante. A galeria de chatos está em permanente renovação, com novos tipos que a História vai engendrando. Por exemplo, com o trágico advento da máquina fotográfica dentro do celular (inovação que me soa incestuosa, promíscua como&#8230; sei lá&#8230; um barbeador elétrico com rádio), eclodiu a multidão dos fotochatos . Por causa desse progresso da Humanidade, sou encurralado nos becos e salões: &#8220;Oi&#8230; posso tirar uma foto com você?&#8221;. Pronto. Lá estou eu abraçado com um bigodudo, sob os olhos debochados dos outros. Claro que a câmera nunca funciona de primeira, até que vem o flash, e o cara some num segundo, com um rápido &#8220;obrigado&#8221;, como quem rouba minha alma. O chato da foto sempre me deixa carente.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Não quero bancar o famosinho (juro!), mas aparecer peruando na TV dá nisso. O sujeito pensa que é meu íntimo, pois, enquanto ele transa com a mulher de noite, estou olhando da tela, falando do Zé Dirceu.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Outro dia, sofri um assédio inédito: o chato em dupla. Nunca tinha visto. Eles vêm no plural, talvez por causa da explosão demográfica. Eu estava no aeroporto (sempre esse lugar fatal), às oito da manhã, quando eles vieram. Melhor dizendo, foi um de cada vez. Veio um e começou a me inquirir gravemente sobre o Lula, se ele sabia de alguma coisa, se eu sabia se ele sabia&#8230; Suando frio, comecei a responder com a boca pastosa, quando surgiu um outro, desconhecido do primeiro. Eis que o novo chato interrompeu o titular da posição com novas perguntas ansiosas, se o PMDB teria candidato e se o Rigotto era melhor que o Garotinho. E aí, deu-se o conflito: os dois começaram a se digladiar na minha frente pelo &#8220;direito de pernada&#8221;, o direito hierárquico de me encher o saco. &#8220;Eu cheguei primeiro, tenho prioridade, sim, não!&#8221;. Parei de sofrer e fiquei maravilhado com a rica e bela biodiversidade da espécie .</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Ultimamente, cataloguei também o chato autocrítico. Este chega com um sorriso constrangido e confessa: &#8220;Eu sei que sou chato&#8230; ah ah&#8230; mas&#8230; será que a gripe aviária vai chegar aqui?&#8221;. Imagino-o morrendo de febre, infectado pelo próprio periquito.<br />
Tive também uma experiência dolorosa com um novo tipo: o chato desconcertante, intempestivo.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Andava eu pelo calçadão de Ipanema, quando veio um cara na minha direção sorrindo muito, simpático. Preparei um agradecimento gentil, esperando um elogio, quando ele disparou: &#8220;Você precisa parar de dizer besteira na TV, hein!&#8221;. E sumiu, no cooper. Esses traumas ao menos nos edificam.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Há também o chato altissonante. Ele me agarra no bar lotado, na fila do cinema e berra: &#8220;Cara, eu te adoro! Sou teu fã!&#8221;. E bate violentamente nas minha costas, pois em geral são atléticos e em suas palmadelas calorosas há um laivo de punição e vingança. Também há o chato altissonante do contra. Ele pode te esculachar também no meio do bar, entre os sorrisos malévolos dos circunstantes: &#8220;Você foi muito injusto com o Sarney e o Garotinho naquele dia&#8230;!&#8221;. Aliás, os dois tipos de chato podem caber em um só sujeito, o chamado &#8220;chato dois-em-um&#8221;.<br />
Tenho pensado, com o passar da vida, que há um tipo de chato que nos passa despercebido: o chato que era chato e não sabíamos. Podemos freqüentar o cara anos, e um dia, já velho, descobrir: &#8220;Fulano era chato&#8230;.&#8221;. É o chato a posteriori . São tantos&#8230; Há o chato arquivista também. O cara é em geral cultíssimo, sério, dedicado e com boas intenções, mas pode te alugar horas porque o texto que você citou de Max Weber não era no livro tal, que o contexto era outro, que a tradução certa de &#8220;entzauberung&#8221; não era aquela&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Aliás, é espantoso o número de especialistas em bobagens nesse país. Sobre cinema então, conheço gente que fala do maquiador de &#8220;My fair lady&#8221; ou da vida sexual de Fritz Lang por horas&#8230; A propósito, há um chato infalível, o chato cinéfilo mal orientado, que só gosta de filme ruim. Eu posso xingar até Alá que terei menos inimigos, mas não posso criticar um filme de seu coração. Uma vez, quando narrei o Oscar (oh&#8230; infausto momento&#8230;) ousei dizer que achava o Robin Williams um canastrão. Pra quê? Choveram tijolos de e-mails na Globo, exigindo minha cabeça ao Dr. Roberto.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Há chatos do bem e do mal, mas todos se encontram no infinito.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">O chato gosta de ver teu sofrimento, por isso, não adiantam respostas malcriadas, resmungos pálidos. Ele gruda mais. Nem adianta fingir simpatia, na esperança de que ele parta. Não há solução, se bem que a reza ajuda. O chato está falando, e você ali lembrando do &#8220;Credo&#8221;. Te acalma como um mantra, e Deus pode vir em tua ajuda.</span></p>
<p><span style="color:#999999;">Outra técnica que funciona razoavelmente é chatear o chato. Seja o chato do chato. Ele pergunta: &#8220;Por que você não volta a fazer cinema?&#8221;. E você retruca: &#8220;O que você está achando do PMDB?&#8221;.<br />
O Tom Jobim, uma das maiores autoridades em chatos de todos os tempos, me ensinou um truque que proclamava infalível: &#8220;Use óculos escuros. O chato fica desorientado, pois ele adora ver o próprio rosto refletido em teus olhos desesperados&#8221;. Grande Tom &#8211; que saudade&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#999999;">por Arnaldo Jabor, indescritível!</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dailychapter7.wordpress.com/24/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dailychapter7.wordpress.com/24/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dailychapter7.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dailychapter7.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dailychapter7.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dailychapter7.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dailychapter7.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dailychapter7.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dailychapter7.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dailychapter7.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dailychapter7.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dailychapter7.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dailychapter7.wordpress.com&blog=3554597&post=24&subd=dailychapter7&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dailychapter7.wordpress.com/2008/04/25/24/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">dailychapter7</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.brunopinheiro.com.br/blog/uploaded_images/ze03-738041.jpeg" medium="image">
			<media:title type="html">Chato</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>